Lula avança entre evangélicos, grupo liderado por Bolsonaro

Lula tem buscado atrair evangélicos e conta, inclusive, com jingle especial para esta parcela do eleitorado (REUTERS/Carla Carniel)
Lula tem buscado atrair evangélicos e conta, inclusive, com jingle especial para esta parcela do eleitorado

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Lula avança entre os eleitores evangélicos;

  • Grupo é um dos poucos em que Bolsonaro lidera;

  • Petista saiu de 27% para 31% no 1º turno e de 33% para 38% no segundo turno.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou entre o eleitorado evangélico, segundo a nova pesquisa do Ipec. Esta é a primeira vez que o petista sobe mais de um ponto percentual para cima, desde o início oficial das campanhas, nos recortes específicos desta parcela da população.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (11), Lula passou de 27% para 31% entre os evangélicos no primeiro turno. Já em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente saiu de 33% para 38%.

O grupo é um dos poucos em que Bolsonaro lidera. Atualmente, ele alcança 53% dos votos dos evangélicos em um segundo turno contra Lula. No entanto, com os avanços do petista, a distância entre a pontuação que ambos atingem entre os fiéis caiu de 21 pontos – em meados do mês passado – para 15 pontos.

A margem de erro estimada pelo Ipec é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, no geral, e de quatro pontos percentuais para o recorte entre os evangélicos. O grupo corresponde a cerca de um quarto do total de brasileiros aptos a votar.

Esforços

Lula tem se esforçado para atrair o eleitorado evangélico. Na semana passada, a campanha do presidenciável participou de um encontro com os líderes da religião em São Gonçalo (RJ) e distribuiu panfletos com os dizeres “Não é pecado votar em Lula”. A estratégia visa combater pastores bolsonaristas que afirmam que evangélicos não devem votar no PT nem em políticos de esquerda.

Na ocasião, Lula também criticou quem usa o nome de Deus para ganhar votos e disse que não “teria chegado onde” chegou se não fosse pela presença de “algo maior”, especialmente por conta de sua origem pobre. "Se tem um brasileiro que não precisa provar que acredita em Deus, esse brasileiro sou eu. Porque eu não teria chegado aonde eu cheguei se não fosse a mão de Deus dirigindo os meus passos".

O petista também ganhou o reforço da ex-ministra Marina Silva (Rede). Frequentadora da Assembleia de Deus, a nova aliada rebateu notícias falsas de que Lula teria a intenção de fechar igrejas, caso eleito. Em reunião com ela, o presidenciável admitiu ser necessário ganhar "não é só o voto do Ciro [Gomes] e da Simone [Tebet]", como "também o voto dos que querem votar no Bolsonaro".

Em contrapartida, Bolsonaro segue rechaçando o principal adversário. Nesta terça-feira (12), ele se descreveu como um "homem de bem" que segue a Bíblia e se referiu a Lula como o "capeta pela frente, que quer impor o comunismo no nosso Brasil".

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