Lula cita crédito e diz que fez mais por ruralistas do que Bolsonaro

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O pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quinta-feira que fez mais pelo setor do agronegócio do que o seu principal adversário na disputa, o presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos meses, Lula vem angariando apoio em parte do setor. Em ato numa casa de shows de Olinda, em Pernambuco, o petista fez questão de criticar parte do setor fiel ao bolsonarismo. Segundo ele, os ruralistas que estão "comprando armas" precisam se explicar. Depois, falou sobre sua política de crédito para os produtores.

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— Eu não sei se vocês conhecem alguém do agronegócio. Se alguém de vocês conhece alguém do agronegócio neste país, desses que estão comprando arma, desses que dizem que não gostam do PT, desses que dizem que não gostam dos sem-terra. Perguntem para eles: quem fez mais bondades para o campo e para o agronegócio: foi o PT ou foi esse genocida que está aí? Esse genocida não fez absolutamente nada — discursou Lula, comparando sua gestão à de Bolsonaro.

Para o petista, esses apoiadores precisam apresentar uma justificativa para permanecer ao lado de Bolsonaro.

— Aquelas máquinas grandes que vocês veem na televisão, quando assistem um programa rural, do tamanho desse salão, colhendo algodão, colhendo milho, colhendo soja... aquelas máquinas, no nosso tempo, eram financiadas a 2% de juros, com três anos de carência. Hoje, eles pagam 18% de juros e eu não sei qual é a carência — disse Lula, que completou: — Essa gente, na verdade, tem que explicar por que não gosta do PT, por que impicharam a Dilma (Rousseff).

Lula ainda sugeriu que esses apoiadores de Bolsonaro só não estão ao lado do PT porque têm preconceito contra pobre. Ao falar sobre o assunto, citou o caso de apoiador da campanha, presente ao evento, que era servente de pedreiro e virou médico em seu governo.

— O problema deles não é o sem-terra — concluiu.

A aliança de líderes ruralistas com o ex-presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), tem causado incômodo em aliados. Como informou O GLOBO, a ex-ministra Marina Silva, importante quadro da Rede, é uma das que rejeitam a aproximação. Para ela, a aproximação de Lula com o deputado federal Neri Geller (PP), que será apoiado pelo petista ao Senado, significa “manter o país na condição de pária internacional, uma das grandes conquistas de Bolsonaro”, nas pautas do meio ambiente.

Em Olinda, Lula fechou o seu segundo dia de agenda em Pernambuco. Mais cedo, no Recife, esteve em um ato com artistas, ocasião em que voltou a prometer a recriação do Ministério da Cultura. Na quarta-feira, esteve em Caetés, Garanhus e Serra Talhada.

Os eventos foram importantes para que Lula declarar apoio ao candidato do PSB ao governo do estado, Danilo Cabral. Ele disputa espaço cno eleitorado com Marília Arraes (Solidariedade), que saiu do PT para concorrer contra os socialistas.

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