Lula cita 'guerra de Bolsonaro' e defende leis mais duras contra destruição ambiental

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 12.05.2022 - Lula da palestra em edição do SindiMais, encontro anual que reúne especialistas em relações sindicais e trabalhistas para discutir o futuro do trabalho (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 12.05.2022 - Lula da palestra em edição do SindiMais, encontro anual que reúne especialistas em relações sindicais e trabalhistas para discutir o futuro do trabalho (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (4) leis mais duras para combater a degradação do meio ambiente e afirmou que, se vencer a eleição, seu governo não fará concessões em temas de proteção de áreas demarcadas, como reservas indígenas e florestais.

Ao discorrer sobre o garimpo em terras indígenas, o petista também citou fala de Jair Bolsonaro (PL) de sexta-feira (3), quando o presidente falou em "ir à guerra" contra inimigos internos.

"Estamos brigando contra uma parcela da sociedade organizada de forma miliciana. Ontem mesmo no comício no Paraná, o Bolsonaro está dizendo: "nós vamos ter que ir para a guerra". E eles não querem perder. Enfrentar garimpeiro é uma coisa complicada, porque a febre do ouro é uma coisa que faz o cidadão fazer qualquer coisa", afirmou Lula.

A proteção ao ambiente é vista por especialistas como uma das principais áreas sob desmonte no governo Bolsonaro. Em governos do PT, porém, também houve fortes críticas à atuação federal, principalmente sob Dilma Rousseff (PT).

Ao pedir demissão do governo Lula em 2008, a então ministra Marina Silva também apontou uma série de problemas, incluindo a falta de apoio para levar adiante medidas duras de combate ao desmatamento na Amazônia.

Lula discursou neste sábado em encontro organizado pela sua pré-campanha para discutir temas de meio ambiente para seu programa de governo.

O pré-candidato petista disse que em muitos temas é preciso entrar em negociações políticas, mas que há pontos das pautas de preservação do meio ambiente e de proteção de comunidades indígenas nos quais não haverá concessões caso ele vença o pleito de outubro.

"Nesse negócio não tem meio termo. A gente tem que ter coragem de dizer: não haverá garimpo em terra indígena neste país. Outra coisa: as terras que forem demarcadas como áreas de proteção ambiental terão que ser respeitadas. Não vai ter concessão", disse.

O líder petista defendeu também que órgãos de proteção ambiental esvaziados no governo Bolsonaro passem por um processo de recuperação e que leis mais rígidas sejam aprovadas para evitar a destruição do meio ambiente.

"O Estado precisa assumir responsabilidade. Então o ministério vai ter que ter mais gente, a fiscalização vai ter que ser mais forte, a gente vai ter que ter leis mais duras, sabe?"

Lula disse que é preciso adotar políticas alinhadas com estados e municípios nessa área.

"Eu fico imaginando nessas queimadas todas que a gente vê, eu lembro que a gente fica discutindo de quem é a culpa, se é do governo, se é do Ibama, se é do Estado. Não, é preciso chamar o prefeito da cidade onde está tendo a queimada, porque ele pode ser amigo do fazendeiro, ele pode ser o próprio fazendeiro.", afirmou.

"Se a gente não responsabilizar as pessoas, as pessoas vão falar: 'bom, está queimando na minha cidade, mas não é comigo'. Nós temos então que fazer com que o estado recupere a relação federativa que nós já tivemos", completou.

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