Lula coloca em dúvida necessidade de prisão do ex-ministro Milton Ribeiro

São Paulo, SP, BRASIL, 21-06-2022: Os pré-candidatos à Presidência pelo movimento Vamos Juntos Pelo Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
São Paulo, SP, BRASIL, 21-06-2022: Os pré-candidatos à Presidência pelo movimento Vamos Juntos Pelo Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou em dúvida nesta quinta-feira (23) a necessidade de prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro sob suspeita de comandar um balcão de negócios no MEC. Sem citar o envolvimento de pastores, também presos, Lula se disse defensor do direito à defesa.

Segundo ele, que passou 580 dias presos em Curitiba devido a condenação em processo da Lava Jato, "o direito à defesa é um valor monumental da democracia".

"A prisão depende de apuração, depende de provas. Você não pode prender porque 'você vai prender', não", afirmou o ex-presidente em entrevista à rádio Difusora, de Manaus.

O ex-presidente falou sobre o tema pela manhã, antes de um juiz federal ter determinado a soltura do ex-ministro de Bolsonaro.

Lula disse que primeiro se faz um processo para, depois, a Justiça decidir sobre prisão. "Você tem prova contra o cidadão? Está provado que ele roubou? Você faz um processo, e a Justiça decide se vai prender ou não. Eu defendo o direito a defesa para todo mundo", afirmou o ex-presidente.

"O direito à defesa é um valor monumental da democracia neste país. Por isso, não sei se ele já foi investigado, se tem autorização de juiz para prender."

Esquivando-se de confrontar o eleitorado evangélico, Lula fez uma ressalva: "Mas que ele foi um mau ministro da Educação, foi. Aquela reunião dele distribuindo dinheiro para pastor é uma vergonha nacional".

O advogado do ex-ministro, Daniel Bialski, que acompanhou nesta quinta-feira (23) a soltura, disse que seu cliente relaciona sua prisão, ao período eleitoral. "Ele falou: 'não fiz nada de errado, não cometi nenhum crime e sei que fui usado pelas circunstâncias políticas e pela eleição, que está próxima'. Essa prisão não tem justificativa."

*

Colaborou o UOL

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos