Lula comete gafe, chama golpistas de stalinistas e se corrige

****ARQUIVO**** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  06-01-2023,  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice presidente Geraldo Alckmin participam da primeira reunião ministerial do novo governo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
****ARQUIVO**** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 06-01-2023, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice presidente Geraldo Alckmin participam da primeira reunião ministerial do novo governo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu gafe ao reagir aos ataques golpistas realizados no domingo (8), chamando os vândalos de stalinistas fanáticos, corrigindo-se em seguida para fascistas.

Ele decretou intervenção federal na segurança pública de Brasília até o fim de janeiro, dizendo que os criminosos, que invadiram os palácios dos Três Poderes e depredaram as instalações, são verdadeiros vândalos.

"Essas pessoas, esses vândalos, que a gente poderia chamar de nazistas fanáticos, stalinistas fanáticos... Ou melhor, de stalinistas não, de fascistas fanáticos, fizeram o que nunca foi feito na história deste país", disse o presidente.

O termo é usado para definir os apoiadores do regime e ideologia de Joseph Stalin na União Soviética, que ocorreu entre 1924 e 1953, quando morreu. O período foi considerado totalitário, com severas violações aos direitos humanos.

Lula estava em Araraquara, avaliando os principais danos causados pelas chuvas e o trabalho de recuperação da região, quando os ataques golpistas se iniciaram.

O prefeito da cidade, Edinho Silva (PT), é aliado do mandatário e foi um dos coordenadores da campanha presidencial, que levou novamente o ex-sindicalista ao Planalto, o primeiro chefe do Executivo nacional eleito três vezes.

No discurso, o petista ainda reclamou do orçamento deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Defesa Civil, responsável por colaborar com as forças estaduais na atuação em desastres naturais e na proteção de cidadãos em situações ambientais de risco.

"Nós sabemos que no Brasil existem muitas cidades que estão com problemas de chuva, com problemas de destruição de estradas e, lamentavelmente, o genocida que deixou o poder, deixou apenas R$ 25 mil para que a gente pudesse cuidar do desastre", disse Lula.

"Ou seja, ele não deixou nada para a gente cuidar das cidades, cuidar dos estados e do próprio Governo Federal", concluiu o presidente.