'Não há segurança climática sem Amazônia protegida', diz Lula na COP27

Lula na COP27 (Foto: AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images)
Lula na COP27 (Foto: AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que não existe segurança climática sem a Amazônia protegida, e que seu governo não medirá esforços para acabar com o desmatamento até 2030.

“Ninguém está a salvo. A emergência climática afeta a todos, embora seus efeitos recaiam com maior intensidade sobre os maiores vulneráveis. Por isso, a luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza e por um mundo menos desigual e mais justo. Não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia”, disse.

O petista discursou na COP27 (Conferência sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas), realizada em Sharm El Sheik, no Egito.

Segundo ele, com a sua vitória nas eleições presidenciais deste ano, o Brasil volta para reatar laços com o mundo. Lula destacou que o país vai ajudar novamente a combater a fome no mundo, cooperar com os países mais pobres, sobretudo na África, e estreitar relações com países latino-americanos.

"Voltamos para ajudar a construir uma ordem mundial pacífica, assentada no diálogo, no multilateralismo e na multipolaridade."

Lula voltou a dizer que o povo brasileiro fez a sua escolha e que “a democracia venceu”. “Com isso, volta a vigorar os valores civilizatórios, o respeito pelos direitos humanos e o compromisso de enfrentar com determinação a mudança climática.”

De acordo com o petista, o pleito que ocorreu em outubro foram responsáveis por ajudar a conter o avanço da “extrema direita autoritária e antidemocrática, e do negacionismo climático no mundo”.

O presidente eleito também reafirmou o compromisso de criar o Ministério dos Povos Originários, e disse que os indígenas e aqueles que moram na região amazônica devem ser os “protagonistas da sua preservação”.

"Os 28 milhões de brasileiros que moram na Amazônia têm que ser os primeiros parceiros, agentes e beneficiários de um modelo de desenvolvimento local sustentável, não de um modelo que ao destruir a floresta gera pouca e efêmera riqueza para poucos, e prejuízo ambiental para muitos."

Esta foi a segunda vez que Lula falou na conferência. Mais cedo, o presidente eleito fez um pronunciamento no evento, e anunciou que pedirá à ONU para que o Brasil seja sede da COP30, marcada para acontecer em 2025. Ele também disse que o país "está de volta".

"O Brasil está saindo daquele casulo ao qual foi submetido nos últimos quatro anos. O Brasil não nasceu para ser isolado. Somos um país muito grande com uma cultura extraordinária", falou.