Lula critica Bolsonaro por entrada de Carlos na política: 'Botou filho pra disputar com a mãe'

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira por acusarem produtos culturais progressistas de atentarem contra "valores da família". A declaração surgiu durante conversa com representantes do setor cultural em Porto Alegre.

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A uma plateia de poetas, escritores, músicos e artistas, Lula defendia o uso da Lei Rouanet, alvo frequente de ataques bolsonaristas, para o financiamento de atrações culturais. Segundo ele, Bolsonaro não tem credibilidade para falar de família por ter "botado o filho para disputar eleição contra a mãe".

— Qual é a experiência dele de família? Eu não admito que um cidadão que bota o filho para disputar eleição contra a mãe fale de mim — afirmou Lula.

O ex-presidente se referia à história segundo a qual Jair Bolsonaro emancipou o filho Carlos, nas eleições municipais de 2000, a disputar uma vaga na Câmara Municipal do Rio contra a própria mãe, Rogéria. Então com 17 anos, Carlos se elegeu, e a mãe perdeu o mandato como vereadora — que só tentaria retomar 20 anos depois, também sem sucesso.

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Lula também criticou Bolsonaro por não ter "derramado uma lágrima pelas 660 mil vítimas de Covid" e chamou o presidente de "praga de gafanhotos" que estaria destruindo o país.

Após ter dito em evento no Teatro da PUC-SP que o PSDB "acabou" e que seu partido, o PT, continua forte, o ex-presidente repetiu um afago aos tucanos que havia feito nesta quarta-feira, também em Porto Alegre: o de que eram bons os tempos em que a polarização no país se dava entre as duas siglas. Hoje, a principal figura antagonista ao líder petista é Bolsonaro.

— Eu hoje tenho saudade do tempo em que a polarização era entre Lula e Alckmin, entre Dilma e o Serra. Porque era uma polarização civilizada — declarou.

Lula encerrou sua agenda pública no Rio Grande do Sul na tarde desta quinta-feira. Ele tem recebido grupos de apoiadores e pré-candidatos num hotel no centro da capital. Mais cedo, conversou com cooperativistas de setores diversos.

Na noite da quarta-feira, Lula participou de um ato em "defesa da soberania", que reuniu diversos partidos de esquerda e movimentos sociais como MST e CUT. Sem resolver o impasse entre PT e PSB no estado, o ex-presidente pregou união das esquerdas numa candidatura única ao governo. O palanque hoje está dividido entre Edegar Pretto (PT) e Beto Albuquerque (PSB), rompido com os petistas desde 2014.

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