Lula decide visitar crianças indígenas Yanomami em Roraima

Um dia antes de viajar para a Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu ir a Roraima neste sábado para visitar o povo indígena Yanomami, que vivencia aceleração de casos de insegurança alimentar e desnutrição infantil. Acompanham o presidente a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara e o do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.

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O anúncio da ida acontece quatro dias após a Saúde enviar uma equipe multidisciplinar para a terra indígena. Nas redes, o presidente disse que as informações recebidas indica “absurda situação de desnutrição de crianças Yanomami”. Localizada em Roraima e Amazonas, a região tem cerca de 30,4 mil habitantes e é alvo da forte presença do garimpo ilegal. Entre as marcas deixadas pela ilegalidade, a população sofre com a poluição de rios e contaminação de peixes por mercúrio e danos ambientais, além da falta de segurança.

– Faremos uma reunião às 16h sobre a visita. O caso é de crise humanitária, sanitária e de insegurança – afirmou o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, que acompanhará a ministra.

O governador do estado e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Antonio Denarium (Progressistas), irá recepcionar o presidente na Base Aérea de Boa Vista e acompanhá-lo. A previsão é de chegada às 10h30.

A saúde indígena é uma das prioridades da nova gestão da Saúde, principalmente a dos povos que Lula visitará. Em entrevista ao GLOBO, Tapeba adiantou que estuda solicitar decretação de emergência no território Yanomami.

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Os casos de malária e desnutrição na terra explodiram após o início da pandemia de Covid-19, debilitando ainda mais o fraco serviço de atenção básica à saúde. Segundo um estudo realizado pelo Unicef e a Fiocruz, oito em cada dez crianças menores de 5 anos apresentam quadro de desnutrição crônica dentro do território.