Lula deve esvaziar e enfraquecer o Exército; entenda

A segurança presidencial e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) podem ser tiradas do guarda-chuva do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) pelo gabinete de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pasta hoje, antiga Casa Militar, é comandada pelo aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Augusto Heleno.

A equipe de Lula não quer dividir a coordenação da segurança do petista na posse com eles, como é de hábito.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, integrantes da equipe do presidente eleito se incomodam com a militarização da inteligência, que assessora Jair Bolsonaro.

Para eles, isso é um resquício do período da ditadura militar.

A relação próxima entre Bolsonaro e os militares também faz com que a equipe de Lula acredite que o atual quadro não consiga cuidar de setores tão sensíveis diante da enorme polarização do país.

Por isso, aliados de Lula estudam alocar a Abin sob outra secretaria palaciana, como a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos). O principal cotado para o posto é o ex-chanceler Celso Amorim.

Já a segurança presidencial, informou reportagem feita pelos jornalistas Marianna Holanda e Cézar Feitoza, do jornal Folha de S. Paulo, pode ficar com a PF (Polícia Federal).

O delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues, que cuida da segurança de Lula desde a campanha, foi nomeado para o grupo técnico de inteligência estratégica do gabinete de transição.

Segundo integrantes da equipe do presidente eleito, Rodrigues é um nome forte para o cargo de diretor-geral da PF.

Outros quatro servidores foram indicados para o grupo: Vladimir de Paula Brito, da PF e especialista em inteligência, e outros três nomes mantidos sob sigilo.