Lula, Dilma, Bolsonaro: compare em imagens as últimas posses presidenciais

A posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo suscitou comparações nas redes sociais com a cerimônia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida há quatro anos, em 2019. Abaixo, relembre e compare estas duas posses presidenciais e as demais cerimônias do tipo ocorridas nos últimos 20 anos.

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No Rolls Royce presidencial, neste domingo, Lula estava acompanhado da primeira-dama, além de Geraldo e Lu Alckmin. Em 2019, Bolsonaro, por sua vez, desfilou no mesmo carro, mas com outra companhia. Além de sua mulher, Michele, o então presidente levou consigo um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, no banco de trás.

Em 2015, Dilma Rousseff desfilou no mesmo Rolls Royce acompanhada de sua filha, repetindo o que já havia feito na posse anterior, em 2011. Em 2007, Lula desfilou acompanhado da mulher, Marisa, no carro presidencial, enquanto seu vice e sua companheira seguiram em outro carro, logo atrás. Em 2003, Lula chegou a rampa do Planalto no Rolls Royce com José Alencar ao seu lado.

Outras diferenças apontadas entre as posses de Lula e Bolsonaro, além da ausência do antecessor no cargo, já que diferentemente de Michel Temer, Bolsonaro decidiu não passar a faixa presidencial ao seu sucessor, estão a presença de representantes da sociedade civil na subida da rampa e a realização de shows após a posse.

Na subida na rampa do Planalto, por exemplo, o petista estava acompanhado de oito representantes do povo, além de Janja, Geraldo Alckmin, Lu Alckmin e da cachorrinha Resistência. Há quatro anos, Bolsonaro subiu a mesma rampa, mas acompanhado apenas da mulher, Michele, e de Mourão e sua companheira.

Veja abaixo quem são as oito pessoas que acompanharam o novo presidente na rampa:

Flávio Pereira, 50 anos, é um artesão paranaense que esteve por 580 dias na vigília em Curitiba durante a prisão de Lula;

Aline Sousa, 33 anos, é catadora desde os 14 anos, preside uma rede de cooperativas de catadores e é uma das articuladoras nacionais do movimento;

Murilo de Quadros Jesus, de 28 anos, é professor de português e morador de Curitiba. Atuou como professor de português como língua adicional na Universidad de La Sabana (Bogotá, Colômbia) entre 2016 e 2017;

Weslley Rodrigues Rocha, de 36 anos, é metalúrgico do ABC desde seus 18 anos. Também é DJ em um grupo de RAP chamado ‘Falange’ e conta sua caminhada e luta através da música;

Ivan Baron é referência na luta anticapacitista. Ele tem paralisia cerebral provocada por uma meningite viral e se tornou influenciador digital sobre pessoas com deficiência;

Cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, é uma das principais lideranças indígenas do Brasil. Durante o governo Bolsonaro, viajou o mundo denunciando as violações contra os direitos indígenas no país;

Jucimara Fausto dos Santos é cozinheira e mora em Maringá (PR). Por dez meses, ajudou a cozinhar para as pessoas na Vigília Lula Livre, em Curitiba;

Francisco, de 10 anos, é morador de Itaquera, corintiano e ficou em primeiro lugar em 2022 no campeonato de natação da Federação Aquática Paulista.

A responsável por colocar a faixa em Lula foi Aline Sousa, 33 anos, do Distrito Federal, que trabalha como catadora desde os 14. Ela preside uma rede de cooperativas de catadores e é uma das articuladoras nacionais do movimento. Aline foi beneficiária do programa Minha Casa, Minha Vida, criado durante a gestão do PT, de acordo com informações divulgadas pela assessoria do presidente.

A posse de Bolsonaro, por sua vez, seguiu a tradição da cerimônia, e a faixa foi colocada pelo antecessor no cargo, Michel Temer. Assim como ocorreu entre Lula e Dilma em 2011, e com o próprio Lula em 2003, quando recebeu o adereço de Fernando Henrique Cardoso. Por ter assumido através de um impeachment, Michel Temer não contou com a cerimônia.

As faixas presidenciais

A diferença entre as faixas presidenciais usadas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em suas respectivas cerimônias de posse foi um detalhe que não passou despercebido da internet, suscitando uma onda de fake news de que o adereço do petista seria uma "fraude". Ambas as faixas, no entanto, são autênticas.

A faixa usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo foi adquirida por Fernando Collor em 1991, uma versão idêntica à anterior, que vinha em uso desde a ditadura. O petista usou o mesmo adereço nas outras vezes em que foi empossado.

Já a faixa utilizada por Jair Bolsonaro (PL) em primeiro de janeiro de 2019 foi encomendada no início do primeiro mandato do petista, em 2003. A compra só foi concluída em 2007, após idas e vindas e críticas ao preço do item, que acabou saindo por R$ 55 mil nos valores da época.

Antes de Bolsonaro, esse modelo mais novo de faixa presidencial foi usado pela primeira vez em 2011, na posse da petista Dilma Rousseff. Michel Temer também chegou a utilizar a mesma versão do adereço.

Atualmente, os dois adornos, o antigo e o mais recente, são mantidos dentro de um cofre durante quase todo ano, saindo somente, via de regra, para as solenidades do Dia da Independência (além, claro, das passagens de gestão a cada quadriênio).