Lula diz faltar só 'um tiquinho' para ganhar eleição no 1º turno

*ARQUIVO* São Bernardo do Campo, SP, BRASIL, 04-09-2022: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de seu vice Geraldo Alckmin, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e o candidato ao senado Marcio França se encontram com trabalhadoras domésticas neste domingo,  no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*ARQUIVO* São Bernardo do Campo, SP, BRASIL, 04-09-2022: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de seu vice Geraldo Alckmin, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e o candidato ao senado Marcio França se encontram com trabalhadoras domésticas neste domingo, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a membros da coordenação de sua campanha que "falta um tiquinho" para ganhar as eleições no primeiro turno.

"Faltam 20 e poucos dias. Todas as eleições que eu participei nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nessas eleições. E não temos que ter vergonha de dizer isso", afirmou o petista.

"Se o cara que tem 1% quer ir para o segundo turno, por que que nós não podemos querer ganhar no primeiro turno se falta apenas um tiquinho? Um tiquinho. Veja quanto falta para a gente ganhar. Tem hora que é 5%, hora que é 4%, 3%", seguiu Lula.

O petista participa de reunião com membros da coordenação de sua campanha, representantes de partidos da coligação e de movimentos sociais nesta terça (6) em São Paulo.

Lula disse a aliados que é preciso aumentar a capacidade de trabalho e dar mais visibilidade à campanha nas ruas.

"Ainda não demos visibilidade à campanha na rua e é preciso que a gente dê. Ela precisa não apenas ser vitoriosa, mas ter a marca de participação popular e social e é isso que nós sabemos fazer."

Pesquisa Datafolha da semana passada mostrou que o petista tem 13 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) na disputa do primeiro turno. Ele marca 45% das intenções de voto, ante 32% do presidente.

Em relação ao levantamento anterior, de agosto, o ex-presidente oscilou negativamente dois pontos, exatamente a margem de erro da pesquisa. Já o atual titular do Planalto ficou onde está.

Por outro lado, Ciro Gomes (PDT) foi de 7% para 9% e Simone Tebet (MDB), de 2% para 5%. Ambos contam agora com mais exposição, e a senadora teve bom desempenho no debate realizado pela Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, no domingo, atestado em pesquisa qualitativa com indecisos pelo Datafolha.

Lula agora tem 48% dos votos válidos, na conta que exclui os brancos e nulos do cômputo final, utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral para definir o resultado da eleição. Nela, vence de forma direta quem tiver 50% mais um voto. Na pesquisa passada, em agosto, o petista tinha 51%. Em junho, 53%. Em maio, 54%.

Considerando a margem de erro de dois pontos (para mais ou para menos), isso significa que ele pode ter hoje 46% ou 50%, insuficientes em tese para vencer. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal opositor, tem 39%. Ciro Gomes (PDT) marca 10% e Simone Tebet (MDB), 5%.

Ainda em sua fala a aliados nesta terça, o petista também criticou Bolsonaro afirmando que ele é alguém "que não conhece nenhuma prática democrática e que trabalha na base de fake news". E disse que seus adversários resolveram "nos atacar tanto quanto o nosso mais importante opositor".

Lula afirmou que não "não irá baixar o nível" de sua campanha nem "fazer jogo rasteiro".

Ele orientou aliados a não retrucar ataques de adversários. "O dado concreto é que não temos que ficar retrucando e não tem que ficar aceitando um nível baixo de campanha. Nós não precisamos fazer jogo rasteiro, temos que tentar discutir os assuntos que interessam ao povo", afirmou.