Lula diz que governa desde dezembro 'porque genocida se trancou em casa'

BRASÍLIA, DF, 12.01.2023 - LULA-DF: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama Janja da Silva e o ministro da Secretária de Comunicação Social, Paulo Pimenta, participam de um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 12.01.2023 - LULA-DF: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama Janja da Silva e o ministro da Secretária de Comunicação Social, Paulo Pimenta, participam de um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (12) que precisou começar a governar antes de tomar posse porque o "genocida depois que perdeu as eleições se trancou dentro de casa", em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O chefe do Executivo fez duras críticas a Bolsonaro e o chamou de "genocida", "brutamonte" e disse que seu adversário tem "desequilíbrio mental".

"É a primeira vez na história do Brasil que um presidente começa a governar antes de tomar posse, é uma coisa inédita. Ou seja, eu não tinha nem tomado posse e 30 dias antes já estava governando esse país, discutindo PEC, porque o genocida depois que perdeu as eleições se trancou dentro de casa", afirmou.

O discurso vai na contramão do que Lula disse logo após vencer o pleito, quando pregou a pacificação com o eleitorado que votou em Bolsonaro.

Lula recebeu, pela primeira vez, jornalistas na manhã desta quarta-feira. Mas, ao final do encontro, apenas cinco veículos puderam perguntar, e a Folha não fez parte do grupo.

No encontro, ele disse que a "única coisa que não queria era" que Bolsonaro passasse a faixa para ele.

O chefe do Executivo não fez referência a viagem de Bolsonaro, que deixou o país antes do final do mandato e foi para Orlando (EUA), a fim de evitar passar a faixa ao petista, em um sinal de desprezo ao rito democrático.

O ex-mandatário foi em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), após fazer uma live de despedida e não mencionar a viagem.

É praxe que o presidente que deixa o poder passe para o sucessor a faixa presidencial.