Lula diz que 'não haverá decreto de armas' caso seja eleito

Lula afirmou que o porte de armas de fogo no país foi facilitado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) REUTERS/Carla Carniel
Lula afirmou que o porte de armas de fogo no país foi facilitado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) REUTERS/Carla Carniel

Durante discurso em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não pretende flexibilizar a posse de armas no Brasil, caso seja eleito. O foco do governo, segundo o petista, será investir em Educação. "Não haverá decreto de armas neste país, haverá decreto de livros. Haverá decretos para fortalecer a educação", disse em evento trabalhadoras domésticas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

Lula afirmou que o porte de armas de fogo no país foi facilitado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), sendo compradas também por bandidos. "Quem é que está comprando armas? São vocês? Os bandidos estão comprando. Já não roubam armas da polícia, estão comprando novas, 0km e legalizada. (...) Antigamente comprar arma era muito difícil", explicou o candidato, se referindo a Bolsonaro como 'mentiroso'.

"Não acredito que alguém queira uma arma para o bem. Tenho 76 anos e nunca tive interesse em ter uma arma, tenho a fé em Deus e no meu comportamento", destacou. Em evento no fim de agosto, Lula chegou a prometer a retomada do Estatuto do Desarmamento no Brasil.

Segundo a pesquisa BTG/FSB divulgada nesta segunda-feira (5), mostrou o ex-presidente Lula segue na frente da disputa pela Presidência da República, com 42% das intenções de voto; o atual presidente Bolsonaro ocupa a a vice-liderança com 34%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)