Lula diz que PSDB 'acabou' e ironiza 'golpe de Bolsonaro' em evento na PUC-SP

SÃO PAULO, SP, 31.05.2022 - LULA-PT: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante lançamento do livro
SÃO PAULO, SP, 31.05.2022 - LULA-PT: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante lançamento do livro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite desta terça-feira (31), em São Paulo, que o PSDB "acabou" e ironizou as ameaças do presidente Jair Bolsonaro (PL) de não aceitar o resultado da eleição deste ano.

"Me prenderam achando que a gente ia ficar mais fraco e a verdade é que vocês fizeram eu sair da cadeia muito mais forte do que eu entrei. Eles achavam que iam nos tirar, que iam banir o PT", disse Lula.

"Vocês estão lembrados que uma vez um senador do PFL, o Jorge Bornhausen, disse que era preciso acabar com 'essa desgraça do PT'. O PFL acabou. E agora quem acabou foi o PSDB. E o PT continua forte, crescendo e continua um partido que conseguiu compor a maior frente de esquerda já feita neste país", continuou.

Representantes da pré-campanha petista, e até mesmo o ex-presidente, no entanto, têm buscado apoio do PSDB. Lula já conversou com nomes tradicionais da legenda, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro Aloysio Nunes, que declarou que irá apoiar o petista no primeiro turno.

Lula participou do evento de lançamento do livro "Querido Lula: Cartas a um Presidente na Prisão", no teatro Tuca, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

Em seu discurso de quase 40 minutos, o petista ironizou as declarações de Bolsonaro sobre as eleições. "Não adianta o Bolsonaro dizer que vai dar golpe, que ‘só Deus me tira daqui’. Como eu acredito que a voz do povo é a voz de Deus, a voz do povo vai tirar ele de lá", afirmou.

"Estamos lutando contra gente muito ruim, contra os matadores da Marielle, os milicianos, as pessoas que não têm medo de matar inocente, de fazer com o Genivaldo o que a Polícia Rodoviária fez em Sergipe", disse.

Lula também voltou a criticar empresários, disse que irá se reunir com eles e com banqueiros e afirmou que eles só "pensam no dinheiro que é para reverter para eles".

"As pessoas querem fazer reunião, os banqueiros. Eu vou fazer muitas reuniões com banqueiros e empresários. Mas eles nunca perguntaram para mim: como está o povo na rua? A fome? O desemprego? Nunca perguntam. Só perguntam ‘e o teto de gastos fiscal, vai manter ou não? E a responsabilidade fiscal? E a dívida pública?' Porque eles só pensam no dinheiro que é para reverter para eles, não pensam nos recursos do povo", disse.

Também participaram do evento a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, esposa de Lula.

O livro, da editora Boitempo, reúne 46 cartas que foram enviadas ao ex-presidente durante os 580 dias em que ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Antes de discursar, o petista acompanhou do palco uma performance em que artistas como Zélia Duncan, Denise Fraga, Camila Pitanga, Tulipa Ruiz, Cida Moreira e Cleo Pires, além da vereadora Erika Hilton (PSOL-SP) e da ativista Preta Ferreira leram algumas das cartas do livro.

Dilma, Haddad e Janja também leram cartas. A socióloga leu duas cartas que enviou a Lula enquanto ele estava preso. Eles trocaram 580 cartas, uma para cada dia em que o petista ficou na Polícia Federal.

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