Lula diz que quem se abster do voto “não tem direito de reclamar” depois

Lula esteve em São Paulo com cooperativas de diversos setores da economia e contestou quem deseja se abster do voto à Presidência em 2022. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Lula esteve em São Paulo com cooperativas de diversos setores da economia e contestou quem deseja se abster do voto à Presidência em 2022. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Lula afirma que quem se abster do voto "não tem direito de reclamar" depois das eleições;

  • Presidenciável se preocupa com o número de brasileiros que não irá às urnas;

  • Ele também pediu que apoiadores garantam sua participação no dia da eleição.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou que quem se abster do voto “não terá direito de reclamar” após os resultados das eleições. O candidato ao Planalto esteve em São Paulo, nesta quarta-feira (14), com cooperativas de vários setores da economia e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra).

“Nós temos quase 20% da população que na pesquisa diz que vão se abster. Tem pessoas que falam: ‘eu não vou votar, eu não ligo para voto, não tem importância’. Ora, o cara que não vota significa que ele depois não tem direito de reclamar”, afirmou o petista.

Apesar de estar em primeiro lugar na corrida presidencial, Lula se preocupa com a quantidade de apoiadores que não poderão comparecer ao dia das eleições – o dobro em comparação aos bolsonaristas. De acordo com o PoderData, 49% dos cidadãos que não têm certeza se vão votar preferem Lula; outros 22% que não sabem se vão às urnas escolhem Jair Bolsonaro (PL).

Durante o discurso, o ex-presidente recomendou que seus apoiadores sequer saiam de casa no domingo de votação, em 2 de outubro, para não comprometerem sua participação nas eleições. Em 2018, ano em que Bolsonaro foi eleito, a abstenção citada por Lula alcançou 20,3% do eleitorado no primeiro turno, o que representa quase 30 milhões de brasileiros.

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