Lula diz que ‘vai dar um jeito’ em sigilos de 100 anos usados por Bolsonaro

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Dados escondidos por Bolsonaro podem ser revelados por Lula (REUTERS/Adriano Machado)
Dados escondidos por Bolsonaro podem ser revelados por Lula (REUTERS/Adriano Machado)
  • Petista não disse como pretende enfrentar a situação

  • Bolsonaro usou sigilos para esconder dados públicos

  • Filhos do presidente também foram beneficiados

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta terça-feira (26), que pretende enfrentar os sigilos criados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). A fala aconteceu em uma entrevista a representantes de veículos de mídia digitais e youtubers.

“Vamos dar um jeito nisso, se preparem, vamos dar um jeito”, afirmou o petista, sem explicar o que vai fazer em relação aos casos mantidos em segredo.

Em abril, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) decretou sigilo de 100 anos para as reuniões entre Bolsonaro e pastores do Ministério da Educação, mas os dados acabaram sendo divulgados após uma manifestação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Em outras oportunidades, o atual governo também optou por esconder informações públicas, como o processo administrativo contra o ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) e o cartão de vacinação de Bolsonaro.

No mês de julho, dados dos crachás de acesso dos filhos Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao Palácio do Planalto foram outras informações colocadas em sigilo por 100 anos.

Em resposta aos sigilos, o governo informou que os dados dizem respeito “à intimidade, vida privada, honra e imagem dos familiares do senhor presidente da República”, protegidos “nos termos do artigo 31” da Lei de Acesso à Informação Pública.

Caso Daniel Silveira

Lula também mencionou o perdão dado por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira (PTB), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão por declarações ameaçadoras contra ministros da Corte.

Ontem, a ministra do STF Rosa Weber deu o prazo de dez dias para Bolsonaro explicar o indulto dado ao parlamentar. Ela também concedeu mais cinco dias para manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da União (PGR).

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