Lula e Bolsonaro são iguais na economia e diferentes na política, diz pré-candidata do PSTU

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Vera Lúcia (Foto: Reprodução/YouTube)
Vera Lúcia (Foto: Reprodução/YouTube)

A pré-candidata do PSTU à Presidência da República, Vera Lúcia, afirmou nesta terça-feira (26), durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) são “iguais” na economia e “diferentes” na política.

Na avaliação de Vera, Bolsonaro tenta impor seus “arroubos autoritários” na condução do país, e dizer que Lula defende o mesmo “seria uma mentira”.

"Lula defende que as instituições continuem funcionando como está hoje. A defesa da democracia de Lula é a defesa da democracia dos ricos. Nos bairros mais pobres da cidade, democracia é algo que o povo desconhece”, falou ela.

Desapropriar as maiores empresas do país

A presidenciável do PSTU também afirmou durante a sabatina que, caso seja eleita nas eleições deste ano, pretende desapropriar as cem maiores empresas do país.

Ela pretende, explicou, tirar os bens da burguesia brasileira para dar para a classe trabalhadora.

“Quando falamos de burguesia, a gente não economiza na fortuna. Dizer que é burguês uma pessoa que recebe um salário de R$ 3 mil, menos de R$ 4 mil, é uma coisa absurda. Para nós, a burguesia mesmo são 315 pessoas neste país que detêm o controle das cem maiores empresas”, disse.

“É para satisfazer a fome de 116 milhões que nós vamos tirar desses 315. É o dono do Safra, são donos do Itaú, são donos do BTG, são donos da Ambev, são do Facebook. É esse povo, essa camada, essa nata de gente que fica com toda riqueza que a classe trabalhadora produz e é controlada por ela.”

Vera Lúcia disse ainda que por enquanto não seria possível estatizar todas as companhias privadas do país e, por isso, em um primeiro momento, o ideal seria desapropriar as cem maiores empresas.

"Deixa de ser um proprietário privado e essa apropriação vai ser social. A empresa será controlada pelos trabalhadores e consequentemente pela população", esclareceu.

Questionada sobre o que é “tirar de um para beneficiar o outro”, Vera Lúcia falou que a intenção é que os bancos fiquem sob comando do governo, dos bancários e da população. Além disso, explicou, é que as empresas desapropriadas sejam colocadas sob controle dos funcionários.

“Ao mesmo tempo, essa população que vai decidir sobre o planejamento, a execução e o funcionamento dos serviços vai controlar também o seu governo. Vai decidir, por exemplo, o que deve ser feito, qual a prioridade, quanto vai se gastar”, falou.

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