Lula é capa da revista Time, dos EUA: ‘o segundo ato de Lula’

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Ex-presidente Lula é capa da revista Time, dos Estados Unidos, com a manchete
Ex-presidente Lula é capa da revista Time, dos Estados Unidos, com a manchete "O segundo ato de Lula", na qual aparece como "o líder mais popular do Brasil busca retornar à presidência". (Foto: Reprodução/Time)

A mais nova edição da revista Time publicada nesta quarta-feira (4) traz em sua capa o ex-presidente Lula (PT), definido com o título de que o "presidente mais popular do Brasil" A matéria, assinada pela jornalista Ciara Nugent, diz que este é "o segundo ato de Lula" em referência a sua pré-candidatura a presidente nas eleições de 2022.

O reportagem começa citando a “jornada de herói” de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir da infância pobre, passando pela trajetória sindicalista, até a incursão política que levou o petista à presidência; em contraposição com a “tragédia”, com as acusações de corrupção, a prisão e a destruição de seu legado por rivais.

O texto ainda diz que o ex-presidente, aos 76 anos, "esperava uma vida mais tranquila longe dos salões do poder". “A política vive em cada célula do meu corpo, porque eu tenho uma causa. E nos 12 anos desde que deixei o cargo, vejo que todas as políticas que criei para beneficiar os pobres foram destruídas".

A Time menciona ainda a anulação dos processos contra o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), por conta da parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, e a atual configuração política do país, que coloca o esquerdista Lula como favorito nas pesquisas eleitorais contra “o atual presidente de extrema direita Jair Bolsonaro”.

“Os finais parecem não se encaixar, no entanto. Em abril de 2021, a Suprema Corte do Brasil anulou as condenações por corrupção que haviam excluído Lula – como ele é universalmente conhecido – da política em 2018, dizendo que um juiz tendencioso em seu caso havia comprometido seu direito a um julgamento justo. A decisão bombástica colocou o Brasil a caminho de um confronto entre o esquerdista Lula e o atual presidente de extrema direita Jair Bolsonaro nas eleições de outubro de 2022.”

A reportagem cita ainda as ameaças de Jair Bolsonaro ao processo eleitoral, “em um eco do comportamento do presidente Donald Trump antes das eleições de 2020 nos EUA”; lembra da aprovação de 83% do petista em 2009, quando o presidente americano Barack Obama o chamou de ‘o político mais popular do mundo’, até a derrocada, com a Lava Jato e a condenação por Moro, que depois viria a ser ministro de Bolsonaro.

O texto também lembra de episódios tristes como a morte da esposa, Marisa Letícia, que teve um AVC durante o processo e a perda do neto Arthur, de 7 anos, enquanto o ex-presidente estava na cadeia.

Lula afirmou durante a entrevista ser preciso renovar as instituições globais.

"As Nações Unidas de hoje não representam mais nada. Os governos não levam a ONU a sério hoje, porque tomam decisões sem respeitá-la. Precisamos criar uma nova governança global".

Caso Lula seja eleito, a revista diz que muitos líderes diplomatas saudariam seu retorno.

“Por mais difícil que seja no mundo fragmentado de hoje, muitos líderes e diplomatas saudariam o retorno de Lula: nos últimos quatro anos, Bolsonaro queimou inúmeras pontes, irritando a China com piadas racistas sobre o COVID-19 e zombando de líderes da UE.

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