Lula foca em estratégia para evitar abstenção e vencer no primeiro turno

Lula também dará atenção maior ao Sudeste do país, especialmente São Paulo (AFP)
Lula também dará atenção maior ao Sudeste do país, especialmente São Paulo

(AFP)

  • Lula foca em duas estratégias para tentar vencer no primeiro turno;

  • Uma visa reduzir as taxas de abstenções, especialmente entre quem votará nele;

  • Outra quer atrair eleitores indecisos, já que disputa entre ele e Bolsonaro é provável.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificará, na reta final da campanha eleitoral, duas estratégias para tentar a vitória ainda no primeiro turno. Enquanto uma visa incentivar os eleitores a comparecerem às urnas no dia 2 de outubro, a outra busca atrair o voto de quem não sabe qual candidato escolher.

A intenção do petista, no primeiro caso, é reduzir a abstenção elevada, especialmente entre grupos que vão votar nele, como a população de baixa renda. Nesta parcela do eleitorado, a taxa de não comparecimento costuma ser maior.

Já a atração de eleitores indecisos será feita com o discurso de que um segundo turno entre ele e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) é inevitável. Desta forma, o melhor seria antecipar a disputa para agora e garantir o resultado no primeiro turno, de modo a acalmar os ânimos no país.

Para atingir tais objetivos, conforme divulgado pelo blog de Valdo Cruz, do g1, o comitê de Lula contará com a mobilização dos petistas. O deputado José Guimarães (PT-CE), um dos coordenadores da campanha, estima que a estratégia pode garantir até quatro pontos nas pesquisas.

A campanha no Sudeste será fortalecida nestas últimas semanas antes das eleições, especialmente em São Paulo – capaz de definir se haverá ou não um segundo turno, de acordo com as avaliações do partido de Lula.

Assessores do ex-presidente também entendem que as eleições para governador no estado contribuem com o desenho do cenário presidencial. Se Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoiado por Bolsonaro, parar de subir nas pesquisas e Rodrigo Garcia (PSDB) continuar crescendo, será um indício de que o bolsonarismo está cedendo espaço e “construindo seu teto” em São Paulo.

De acordo com a última pesquisa do Datafolha, Lula ficou com os mesmos 45% de antes, enquanto o atual presidente oscilou, negativamente, de 34% para 33%. Em São Paulo, Bolsonaro recuou de 35% para 33%, ao passo que o adversário cresceu de 40% para 43%.

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