Lula foca em menor abstenção e diz que quem não vota “perde autoridade de cobrar”

Ex-presidente Lula lidera as pesquisas eleitorais (REUTERS/Amanda Perobelli)
Ex-presidente Lula lidera as pesquisas eleitorais

(REUTERS/Amanda Perobelli)

  • Lula foca em combater abstenção e rebater ataques de Jair Bolsonaro;

  • Presidenciável reforçou que quem não vota "não tem autoridade moral de cobrar" os governantes;

  • Campanha busca vitória ainda no primeiro turno.

Faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) focará em duas estratégias principais: convencer a população a comparecer às urnas e responder aos ataques do principal adversário, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Integrantes do QG de Lula avaliam que esta eleição terá menos abstenção do que as outras, mas ainda assim será importante diminuir ao máximo a quantidade de eleitores que não votarão. Conforme explicado ao blog da Ana Flor, do g1, qualquer ponto de abstenção reduzido pode ser decisivo.

Em ato em São Paulo neste fim de semana, Lula reforçou o pedido aos cidadãos para que não deixem de ir às urnas, de forma a garantir, no futuro, “autoridade moral” para cobrar os governantes. Em ocasiões passadas, ele já havia dito que quem “não vota não tem direito de reclamar” depois.

"Qual o problema de a gente não votar? Se a gente não votar, perde autoridade moral de cobrar. Então, vejam, é importante comparecer. A gente não pode ter 20% de abstenção, 10% de voto nulo. É importante a gente convencer nesses próximos dias cada pessoa a ir votar. Compareçam e votem. Escolha sua deputada, seu deputado, seu governador, seu senador e seu presidente. Para, depois, você ter o direito de cobrar das pessoas", declarou Lula na capital paulista.

Ao blog, membros da coordenação da campanha do petista relembraram que o objetivo é tentar garantir a vitória no primeiro turno – o que tem possibilidade real de acontecer. Caso a pesquisa Ipec, que será divulgada nesta segunda-feira (26), aponte chances de Lula vencer no próximo domingo (2), a ofensiva contra o que chamam de “guerra suja” nas redes sociais e em grupos de mensagens aumentará.

Por conta disso, o monitoramento foi redobrado. Segundo a campanha do petista, também é necessário que as respostas sejam imediatas, de forma a neutralizar os ataques.

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