Lula deve anunciar ministros apenas em dezembro mesmo com pressão

Informação foi compartilhada com aliados em Brasília (REUTERS/Ueslei Marcelino)
Informação foi compartilhada com aliados em Brasília

(REUTERS/Ueslei Marcelino)

  • Lula só irá anunciar os nomes dos ministros em dezembro;

  • Apenas duas pastas podem fugir à decisão e terem seus líderes divulgados na próxima semana;

  • São os Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Originários, por conta da COP27.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu ignorar pressões e especulações sobre quem serão os ministros de seu governo e alertou aliados, em conversas em Brasília, que o anúncio dos nomes será feito apenas em dezembro.

A exceção pode englobar dois ministérios: o do Meio Ambiente e o dos Povos Originários. Isso porque o petista pensa em divulgar quem serão os líderes da pasta na próxima semana, durante a viagem ao Egito para a cúpula do clima (COP27). As informações são do blog do Valdo Cruz, do g1.

O clima de expectativa, no entanto, se mistura a uma certa insatisfação por parte de petistas, já que novos aliados reivindicam espaço no futuro ministério de Lula. O presidente eleito pode, inclusive, acabar com a tradição de entregar as pastas da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social ao partido e escolher membros de outras siglas para comandá-las.

Ele também busca uma renovação e já afirmou que evitará nomear pessoas que trabalharam com ele no passado. A estratégia, segundo Lula, ajudará a manter a força do PT nas próximas eleições.

Como Lula garantiu não ter a pretensão de tentar a reeleição em 2026, aliados de outros partidos tentarão a sucessão do governo. Um exemplo é a senadora Simone Tebet (MDB), que deve ser ministra no governo eleito e disputar novamente a presidência na próxima eleição.

Enquanto não saem os nomes dos futuros ministros, é possível ter uma ideia de quais pastas serão mantidas e criadas por meio dos grupos temáticos da transição de governo. Seguindo essa linha, Lula vai mesmo recriar os Ministérios do Planejamento e da Indústria e Comércio.

O processo de transição está sendo comandado pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB). Nesta quinta-feira (10), Lula informou que o aliado não será cotado para um ministério.