Lula se diz “à vontade” para falar de corrupção e ironiza sigilos de Bolsonaro

Lula foi acusado de ter 'fugido' do tema corrupção em debate no último domingo (28) - Foto: REUTERS/Carla Carniel
Lula foi acusado de ter 'fugido' do tema corrupção em debate no último domingo (28) - Foto: REUTERS/Carla Carniel

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (30) que se sente “muito à vontade” para discutir corrupção, mas que o assunto pode ser utilizado para a invenção de mentiras. Líder na corrida pelo Palácio do Planalto, o petista tenta descolar a própria imagem de escândalos envolvendo desvio de dinheiro público como o mensalão e a Lava Jato, ocorridos durante as gestões petistas.

“Nós temos muitos assuntos para discutir, mas as pessoas preferem discutir corrupção porque na discussão você pode mentir, nessa discussão você pode falar o que você quiser”, disse Lula.

“E eu fico muito à vontade com essa discussão, porque eu tenho orgulho de ter sido o presidente da República que mais criou instrumentos para combater a corrupção”, afirmou o petista em entrevista à rádio Mais Brasil FM, de Manaus (AM).

Segundo o candidato, o único jeito de não aparecerem casos de corrupção “é não existir ou esconder a corrupção”. “No meu governo, a gente escancarou a corrupção e eu dizia que só não seria denunciado quem estivesse trabalhando honestamente”, completou.

O petista fez uma comparação com o atual governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), apontando que atualmente o Procurador-Geral da República indicado pelo governante “engaveta” processos, enquanto o mandatário coloca sigilo nas denúncias feitas contra ele.

“Agora você tem um procurador que ainda não não processa as coisas que tem que processar, o resultado da CPI [[da Covid-19] está paralisado e, ao mesmo tempo você tem um presidente que qualquer denúncia contra ele, se decreta o sigilo de cem anos”, concluiu Lula que disse preferir falar sobre economia e geração de empregos no País.