Lula não crê que precisa se provar na Economia: “Tenho um legado”

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Former Brazilian President (2003-2010) Luiz Inacio Lula da Silva gestures as he delivers a speech during a visit to a recyclable material processing center in Brasilia, on October 7, 2021. - Lula da Silva is in Brasilia making political contacts to make his presidential candidacy viable for next year´s elections. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ex-presidente Lula está em Brasília e concedeu entrevista coletiva para jornalistas nesta sexta-feira (8) (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Ex-presidente Lula rejeitou a ideia de fazer uma nova "carta ao povo brasileiro"

  • Documento foi feito pelo presidente em 2002, antes de ser eleito pela primeira vez

  • Lula defendeu que tem um legado no âmbito econômico

Questionado sobre a falta de apoio entre a elite econômica e empresários, o ex-presidente Lula afirmou que tem um legado para comprovar a responsabilidade econômica que teve durante os anos de 2003 e 2010, quando esteve no poder. 

Lula foi questionado sobre uma possível nova carta ao povo brasileiro, documento endereçado aos empresários e à elite econômica durante a campanha de 2002, quando foi eleito pela primeira vez. 

"Acho que pessoas de boa fé e as pessoas minimamente inteligentes desse país sabem que a melhor carta que eu posso assinar ao povo brasileiro é eles lerem o que aconteceu na economia brasileira quando eu fui presidente da República", afirmou Lula. 

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O petista ainda falou sobre o fortalecimento do estado, que, para ele, seria "a única forma de acabar com a miséria" no Brasil. "Eu quero um estado capaz de manter o SUS e melhorar o SUS, porque o SUS, que era tão tripudiado antes da pandemia, agora está endeusado por quem tripudiava ele. Eu não quero um estado empresarial, eu quero um estado forte para que ele seja um indutor do desenvolvimento." 

Segundo Lula, o estado deve ser capaz de cuidar das pessoas sem se preocupar com os gastos envolvidos. "A solução do Brasil está no fato de você colocar o pobre no orçamento da União, no orçamento do estado e no orçamento da cidade e colocar o rico no imposto de renda, para ele aprender a pagar imposto sobre juros, sobre lucro e sobre dividendos."

"Eu sou a única pessoa que as pessoas podem saber o seguinte: eu não preciso prometer. Eu fui o único governante que, durante 8 anos, participando do G8 e do G20, o Brasil foi o único país que cumpriu meta de superávit primário todos os anos", lembrou. 

"Não precisa carta ao povo brasileira, eu tenho um legado. O legado que eu deixei para esse país vale umas 500 cartas ao povo brasileiro", disse. 

Críticas a Bolsonaro 

O ex-presidente Lula afirmou que todos os avanços conquistados nos governo dele foram destruídos durante a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido). "Não se preocupa em governar, porque vivemos um momento que temos um governo que não sabe fazer outra coisa a não ser provocar, a não ser contar mentiras", afirmou.

Lula ainda criticou a atitude de Bolsonaro em relação à pandemia de covid-19, além da insistência no uso de medicamentos ineficazes.

"No dia 7 de setembro de manhã, ruge como um leão e no dia 8, mia como um gatinho", disse o petista. "E mais grave ainda: um presidente da República que nunca fez um gesto de solidariedade a uma vítima da covid-19."

Sobre a ida de Bolsonaro para a Assembleia-Geral da ONU em Nova York, Lula afirmou que o presidente é "uma figura tão nefasta que não teve um único restaurante que ousou recebê-lo para oferecer uma simples pizza".

Lula ainda criticou as falas de Bolsonaro quando o presidente afirma que que o petista é responsável pelo aumento do preço do combustível. "Ele encontrou um novo culpado pelo aumento da gasolina, agora é o Lula."

"Eu não esperava que o Brasil fosse estar pior que estava em 2003. Eu não esperava que a fome voltasse ao Brasil", disse o ex-presidente.

"Foi com muito orgulho que a gente percebeu que o Brasil saiu da 12o economia do mundo para a 6a economia", pontuou. "É com muita tristeza que tudo que nós conquistamos está sendo destruído."

O ex-presidente Lula concedeu entrevista coletiva em um hotel em Brasília nesta sexta-feira (8). Antes de Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fez uma defesa do ex-presidente e também do Partido dos Trabalhos. Ela criticou a Lava Jato e disse que "nunca houve corrupção endêmica na Petrobras."

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