Lula nega existência de 'antipetismo' e diz que PT é ‘preferência nacional’

Em evento nesta terça (4), Lula afirmou que o PT é o favorito dos brasileiros e negou que exista um sentimento de antipetismo no Brasil. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
Em evento nesta terça (4), Lula afirmou que o PT é o favorito dos brasileiros e negou que exista um sentimento de antipetismo no Brasil. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Partido dos Trabalhadores é o favorito dos brasileiros e negou que exista um sentimento de antipetismo no País.

Para sinalizar essa preferência, ele mencionou as eleições presidenciais em que a sigla levou nomes ao segundo turno e venceu pleitos.

“O antipetismo é que, com apenas nove anos de existência, o PT foi para o segundo turno e foi o segundo colocado. Em 1994, fomos para o segundo turno e, também, segundo colocado. Nós fomos o segundo partido em 1994, o segundo em 1998, o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018, quando eu tava na Polícia Federal e o [Fernando] Haddad foi candidato [à presidência da República]. E vamos ser o primeiro agora”, listou sobre a legenda criada em fevereiro de 1980, em São Paulo.

Em 1989, primeiro pleito presidencial após a redemocratização, o petista chegou ao segundo turno contra Fernando Collor de Mello, na época, pelo PRN.

Quatro anos depois, chegou a segunda etapa contra Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em 1998, FHC foi reeleito ainda em primeiro turno, com Lula em segundo lugar na disputa.

Nas duas disputas presidenciais seguintes, ele conseguiu seus dois mandatos presidenciais, sendo substituído em 2010 e 2014 por Dilma Rousseff.

Apesar dos resultados, a sigla enfrenta rejeição do eleitorado, principalmente após os escândalos de corrupção do mensalão (2005), impeachment de Rousseff (2016) e desdobramentos da Operação Lava Jato que levou à prisão de Lula em 2018.

O sentimento de aversão à legenda é ponto prioritário da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição que chegou ao segundo turno.

Além de negar rejeição à sigla, o petista se disse defensor da existência de segundo turno nas eleições majoritárias em cidades de médio e grande porte.

“Não existe (o antipetismo)”, declarou. “O que sabemos é que existe a alternativa de escolha do povo brasileiro, por isso nós, do PT, brigamos muito para que tivesse dois turnos nas cidades com mais de 200 mil habitantes. Porque, não é correto alguém ser eleito apenas com 30% dos votos e ter 70% contra”, afirmou à imprensa.

As declarações do candidato foram feitas durante encontro com frades franciscanos e o Frei Davi, em São Paulo, em celebração ao Dia de São Francisco.

Ele menciona o adversário de segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que saiu com 43,20% dos votos no último domingo (2).

“É muito estranho que alguém que esteja no exercício do poder, disputando uma reeleição, perca no primeiro turno como ele perdeu. É importante lembrar que eu ganhei a eleição no primeiro turno por 48,4%”, destacou, dizendo ter faltado apenas “um tiquinho” para ganhar a eleição ainda na primeira etapa.

Para Lula, o segundo turno, além de definir o novo presidente da República, também deve comprovar a predileção pela sigla dele.

“O PT é o partido preferido da sociedade brasileira”, afirmou. “A rejeição do PT é ser o partido preferencial do Brasil, entre todos os partidos”, acrescentou. “Eu diria que o PT é mais ou menos como o Flamengo no esporte, ou o Corinthians. Tem a preferência nacional”, complementou Lula.