Lula pede para STF paralisar ação da Lava-Jato sobre seu instituto

Redação Notícias
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Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event on the theme "Dialogue about inequality with global unions and general public" at the Geneva Press Club on March 6, 2020 in Geneva. (Photo by FABRICE COFFRINI / AFP) (Photo by FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)
Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event on the theme "Dialogue about inequality with global unions and general public" at the Geneva Press Club on March 6, 2020 in Geneva. (Photo by FABRICE COFFRINI / AFP) (Photo by FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)

A defesa do ex-presidente Lula apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois pedidos para paralisar, mais uma vez, uma ação penal em que o petista é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

A força-tarefa da Lava Jato no Paraná apresentou denúncia em 2016 contra o ex-presidente por recebimento de propina, ao ser supostamente beneficiado com um imóvel da Odebrecht que abrigaria a sede do Instituto Lula.

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A defesa do petista alega que não recebeu toda a documentação relacionada ao acordo de leniência firmado entre a força-tarefa e a Odebretch.

Em uma decisão, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, já havia determinado o compartilhamento de todo o material.

Na quinta-feira (19), o juiz da 13a Vara Federal de Curitiba, Luiz Antonio Bonat, determinou que os envolvidos no processo apresentem a complementação de suas alegações finais. Esse é o último passo antes de o magistrados proferir a sentença.

Segundo Bonat, a decisão do STF que determinava o compartilhamento da documentação do acordo com os advogados de Lula já fora cumprida.

Na sexta-feira (20), os advogados de Lula solicitaram ao ministro Edson Fachin a pausa desse processo. Neste segundo pedido, o argumento é que o ex-presidente não teve acesso aos documentos que tratam da negociação dos acordos da Petrobras com as autoridades dos EUA.

No processo que corre no exterior, a estatal não citou Lula nas revelações que fez aos americanos, enquanto no Brasil aparece como assistente de acusação contra o petista. Por isso, a defesa pede acesso à íntegra desse material.