Lula pede votos para Eunício Oliveira e chama ex-senador de 'leal e solidário'

Quando estava no Senado, o emedebista Eunício de Oliveira apoiou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Agora, recebe o apoio do ex-presidente Lula após abandonar a candidatura da correligionária Simone Tebet. (Foto: REUTERS/Diego Vara)
Quando estava no Senado, o emedebista Eunício de Oliveira apoiou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Agora, recebe o apoio do ex-presidente Lula após abandonar a candidatura da correligionária Simone Tebet. (Foto: REUTERS/Diego Vara)

O ex-senador cearense Eunício Oliveira, líder do MDB no Ceará, é um dos caciques da sigla que abandonou a candidatura de Simone Tebet à Presidência para a apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na busca pelo terceiro mandato.

Nesta quarta-feira (21), o ex-congressista publicou um vídeo nas redes sociais com o petista pedindo votos para o atual candidato a deputado federal.

Na peça, Lula diz que teve o “prazer de ter o companheiro Eunício como deputado federal” o ajudando enquanto ele era o chefe do Executivo. Depois, o parlamentar virou ministro da Comunicação e, na sequência, senador e presidente do Senado.

“Em todas as funções, Eunício foi leal, foi solidário e contribuiu muito para que a gente pudesse fazer as coisas mais e melhor nesse País”, diz Lula no vídeo que, na sequência, pede votos para o aliado na campanha por uma vaga na Câmara Federal.

Em 2016, Eunício foi um dos 55 congressistas a votar a favor do impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff (PT). Na época, Oliveira disse que o processo de afastamento da petista cumpriu rito legal e foi caracterizado pelo respeito à Constituição.

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A aproximação entre ele e Lula tem sido alvo de críticas desde 2021, quando Lula se reuniu com o político emedebista. Em agosto do ano passado, o petista foi ao Ceará e encontrou também com os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT). Contudo, a aliança foi firmada para as eleições deste ano com o ex-congressista.

Em 30 de julho, Lula voltou a Fortaleza para o lançamento da candidatura de Elmano de Freitas (PT) pelo governo do Estado, além do ex-governador Camilo Santana (PT) para o Senado. Na ocasião, Eunício subiu ao palanque petista.

No fim de agosto, Oliveira disse em entrevista para a Rádio Vale do Juazeiro do Norte, no Ceará, que “talvez”, o maior “erro histórico do MDB” tenha sido “retirar uma governante legitimamente eleita pelo povo, inclusive com meu voto”.