Lula questiona possíveis financiadores de "discursos de golpe"

Inconformados com os resultados das eleições brasileiras, apoiantes de Jair Bolsonaro voltaram às ruas do Rio de Janeiro, esta quarta-feira, para contestar o regresso de Lula da Silva ao poder.

Mas, apesar dos apelos à intervenção militar, as Forças Armadas descartam a existência de fraude durante a ida às urnas.

Matias Delacroix/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
Apoiante de Jair Bolsonaro junto a cartaz de apelo à intervenção das Forças Armadas, São Paulo, Brasil - Matias Delacroix/Copyright 2022 The AP. All rights reserved

Num relatório divulgado pelo ministério brasileiro da Defesa são levantadas dúvidas em relação à fiabilidade do sistema eletrónico, mas em nenhum ponto é referida a existência de crime, ou conduta intencional.

Numa nota divulgada pelo presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, é revelado que o TSE recebeu “com satisfação” o relatório das eleições feito pelas Forças Armadas. Ainda no mesmo documento, o TSE "reafirma que as urnas eletrónicas são motivo de orgulho nacional" e que ficaram comprovadas "a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração e da totalização dos votos”.

No mesmo dia em que visitou o Supremo Tribunal e se reuniu à vez com os presidentes das duas câmaras legislativas, o atual chefe de Estado brasileiro foi questionado pelos jornalistas sobre a contestação popular.

Lula da Silva repudiou os protestos, que considera estarem a ser veículos de "discursos golpistas" e foi mais longe, frisando que "é preciso detetar quem é que está financiando esses protestos que não têm pé nem cabeça".

Fontes diplomáticas confirmaram à agência LUSA, que, após a passagem pela COP27, o presidente brasileiro estará em Portugal dia 18 de novembro.