Lula quis escolher outro nome para chefiar a intervenção federal no DF

Presidente não pensou logo de cara no nome de Ricardo Cappelli

Lula anunciou intervenção federal no dia 8 de janeiro, e tinha de início uma ideia diferente da nomeação de chefia que foi anunciada. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Lula anunciou intervenção federal no dia 8 de janeiro, e tinha de início uma ideia diferente da nomeação de chefia que foi anunciada. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A primeira opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para chefiar a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal não era Ricardo Cappelli e sim Flávio Dino, ministro da Justiça.

Conforme apurado pelo Metrópoles, assim que optou pela medida, Lula pediu ao aliado, por telefone, que comandasse a intervenção. Dino, no entanto, ligou minutos depois para o petista.

Por que Dino não assumiu?

O ministro explicou ao presidente que, por ter se elegido senador nas eleições passadas, seu mandato poderia ser contestado judicialmente caso assumisse o posto de interventor.

Quem escolheu Cappelli?

Ao ouvir sobre a recusa de Dino, Lula perguntou quem poderia indicar para o comando da intervenção. Da janela de seu gabinete, o ministro viu Ricardo Cappelli, o secretário-executivo do ministério - número 2 da pasta -, conversando com um grupo de policiais militares na porta do prédio.

Ele cobrava, na ocasião, empenho dos agentes para conter e prender os bolsonaristas extremistas que invadiram o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome de Cappelli foi:

Quem é Ricardo Cappelli?

  • Nascido em 1972, é jornalista e especialista em administração pública;

  • Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE);

  • Ocupou cargos nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal).

  • Foi filiado durante mais de 20 anos ao PCdoB, mas anunciou a desfiliação do partido em 2021;

Como se organizaram os atos terroristas em Brasília? A linha do tempo interativa abaixo te mostra, clique e explore:

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.