Lula rebate Ciro Gomes e fala em ‘sequelas’ da Covid após bate-boca do pedetista com Dilma

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RIO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom contra Ciro Gomes (PDT), em reação à troca de ofensas entre o pedetista e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Twitter. Em entrevista nesta quinta-feira à rádio Grande FM, de Dourados (MS), Lula disse que a atitude de Ciro foi “banal” e “grosseira”, antes de insinuar que essa postura seria uma sequela da Covid-19, um “problema no cérebro, de esquecimento”. Em resposta, o presidenciável do PDT afirmou que “trágico mesmo seria ter uma sequela moral, como a do notório Lula”.

— Eu não vou falar do Ciro. O que ele fez ontem foi tão banal, foi tão grosseiro, que às vezes eu fico pensando, como Jesus Cristo na cruz dizia: 'Pai, perdoai os ignorantes, eles não sabem o que fazem' — disse Lula.

— Eu às vezes fico pensando, não sei se o Ciro teve Covid ou não, mas me disseram que quem tem Covid tem problemas de sequelas, alguns têm problema no cérebro, de esquecimento, eu não sei. Mas não é possível que um homem que pleiteia a Presidência da República possa falar as baixarias que ele falou ontem — completou o ex-presidente.

Ainda durante a entrevista, Lula disse “lamentar profundamente” os atritos com Ciro Gomes e disse não saber “o que ele está querendo”, mas reforçou: — Quem planta vento colhe tempestade.

Em resposta enviada pela assessoria de Ciro ao GLOBO, o pedetista lembrou que foi infectado pela Covid-19 em 2020, mas ficou bem e sem sequelas. Ciro também criticou a declaração de Lula que, segundo ele, desrespeitou as vítimas da doença.

“Trágico mesmo seria ter uma sequela moral, como a do notório Lula, que com este comentário infame acaba de agredir milhões de mortos e sobreviventes da COVID”, disse, em nota.

O presidenciável do PDT lembrou ainda da relação de Lula com políticos do MDB, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE), especialmente na época do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Calheiros, naquele ano, era o presidente do Senado. Ambos votaram a favor da retirada de Dilma do cargo.

“Agora, sem zuada, gritaria ou fuga pseudo-engraçada, pode explicar ao povo brasileiro o acordo com Renan (Calheiros, MDB), Eunício (Oliveira, MDB), Jucá (MDB), Geddel (MDB), Eduardo Cunha (MDB) e Sérgio Cabral para assaltar de novo o Brasil?”, provocou, direcionando a pergunta ao ex-presidente.

Embate nas redes

Os atritos começaram ontem, depois de Ciro, em entrevista, acusar Lula de ter conspirado para o impeachment de Dilma, em 2016. Em resposta, a ex-presidente afirmou, no Twitter, que Ciro “mente de maneira descarada, mergulhando no fundo do poço”.

Pouco depois, Ciro classificou a petista como uma das pessoas mais “incompetentes, inapetentes e presunçosas” que já ocuparam o cargo de chefe do Executivo, em post na mesma rede social. Dilma então reagiu novamente e afirmou, ironicamente, que apenas Ciro é competente e que sua avaliação sobre o trabalho de mulheres é “inadequada e misógina”.

Nesta quinta-feira, pelas redes sociais, Lula já havia feito críticas ao que chamou de “guerra” durante uma disputa eleitoral, sem referências diretas ao nome de Ciro Gomes. Em uma sequência de tuítes, Lula disse que antigamente “seu adversário não era um inimigo”.

Sobre a cobrança por uma reflexão pública, escreveu: “pra que eu vou fazer autocrítica se vocês podem me criticar?”. Ao citar o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, porém, o petista classificou o ato como um “golpe”, mas não rebateu a acusação feita por Ciro.

Em seguida, em vídeo publicado em seu perfil nas redes, Ciro voltou a dizer que Lula teve papel importante no impeachment de 2016. O pedetista fez novamente uma enxurrada de críticas ao ex-presidente, a quem chamou de “falso titã”, e disse que o PT, até ontem, “tentava esconder o pior da sua história: a corrupção do governo Lula e a incompetência do governo Dilma”.

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