Lula: 'é hora de trocar a responsabilidade fiscal por social'

Lula acompanhou a cerimônia ao lado de Geraldo Alckmin (PSB) e sua nova esposa, Rosângela Silva. Foto: Dennis de Oliveira/Yahoo Notícias.
Lula acompanhou a cerimônia ao lado de Geraldo Alckmin (PSB) e sua nova esposa, Rosângela Silva. Foto: Dennis de Oliveira/Yahoo Notícias.
  • Movimentos sociais fazem propostas para "superar a crise e reconstruir o país"

  • Documento é assinado por mais de 60 entidades

  • Lula fala em priorizar as organizações sociais

Nesta sexta-feira (27), o ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com representantes de movimentos populares na Casa de Portugal, na zona Sul de São Paulo.

Em fala para os mais de 80 organizações civis presentes, Lula falou em inverter prioridades: dos empresários e banqueiros para movimentos sociais.

"É preciso parar de falar em responsabilidade fiscal e falar em responsabilidade social", declarou. "Esse povo tá com sede. Querendo desde 2016 beber um pouco de democracia, respeito e dignidade. É como se a gente tivesse em um deserto e encontrasse um oásis."

Intitulado Movimentos Populares com Lula – Juntos pelo Brasil, o evento realizou a entrega de um documento, assinado por mais de 60 organizações, com dez propostas que visam superar a crise brasileira e reconstruir o país. O evento contou com a presença do companheiro de chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), Sônia Guajajara, a presidente do PT, Gleisi Hoffman, entre outros.

“Enxergamos que a candidatura do ex-presidente Lula pode expressar essa mudança de rumos”, declara o documento.

Entre os signatários, estão o Movimento dos Sem Terra (MST), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CMP (Central de Movimentos Populares).

As organizações querem “estratégia de organização e mobilização de base através de comitês populares, livres e plurais, com atuação territorial, temática e digital para fazer esse debate sobre os problemas do país e nossas alternativas com toda a sociedade”, de acordo com o documento.

Nova pesquisa Datafolha

Durante a cerimônia nesta sexta-feira, o ex-presidente brincou sobre os resultados do Datafolha: "o Bolsonaro não deve ter dormido esta noite".

Levantamento do Instituto Datafolha divulgado na quinta-feira (26) pelo site do jornal Folha de S. Paulo revelou que 48% dos entrevistados acham o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) ruim ou péssimo. Em março, a reprovação era de 46%. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2% para mais ou para menos.

Segundo a pesquisa, 25% são os que avaliam o atual governo como ótimo ou bom —mesmo número em ambos os levantamentos.