Lula recebe 'sumidos' após vitória no STF: 'Não falavam comigo há 10 anos'

Redação Notícias
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SAO PAULO, BRAZIL - MARCH 10: Former Brazilian President Lula da Silva holds a press conference at the metalworkers' union building in Sao Bernardo do Campo, in Sao Paulo, Brazil on March 10, 2021. (Photo by Cris Faga/Anadolu Agency via Getty Images)
SAO PAULO, BRAZIL - MARCH 10: Former Brazilian President Lula da Silva holds a press conference at the metalworkers' union building in Sao Bernardo do Campo, in Sao Paulo, Brazil on March 10, 2021. (Photo by Cris Faga/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Lula tem recebido telefonemas de "sumidos", pessoas que não falavam com ele há mais de 10 anos

  • O ex-presidente também foi procurado por bancos, porém o PT escalou Fernando Haddad para conversar com o sistema financeiro

  • A procura pelo líder petista aumentou após sua vitória contra o ex-juiz federal Sergio Moro no STF

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recebido telefonemas de "sumidos", pessoas que não entravam em contato com o líder petista desde sua saída do comando do Poder Executivo, em 2011.

"Tem gente que não falava comigo há 10 anos", relatou Lula a um ex-ministro petista, segundo reportagem do jornal O Globo.

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De acordo com O Globo, os bancos também têm procurado Lula para conversar. Entretanto, o PT escalou um emissário para conversar com o sistema financeiro: Fernando Haddad, seu substituto na disputa eleitoral de 2018. O ex-presidente só pretende conversar co, banqueiros no início de 2022.

A procura por Lula aumentou desde sua vitória no STF (Supremo Tribunal Federal). Na última quinta-feira (22), o plenário da corte formou maioria para confirmar a decisão da Segunda Turma que declarou a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá, que levou o ex-presidente à prisão por 580 dias.

O tribunal entendeu que o reconhecimento da incompetência territorial da Justiça Federal do Paraná e a anulação das condenações do petista não invalidaram a discussão sobre a atuação de Moro no caso.

A maioria dos ministros divergiu da posição do relator, Edson Fachin, e impôs uma derrota à Lava Jato.