Lula recebe telefonema de Cristina Kirchner e de líderes de Peru, Holanda e Costa Rica

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.09.2022 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, concedem entrevista coletiva à imprensa.  (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.09.2022 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, concedem entrevista coletiva à imprensa. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conversou por telefone nesta terça-feira (8) com cinco líderes mundiais. Entre eles, o presidente do Peru, Pedro Castillo, e a vice-presidente da Argentina, Cristina, Kirchner -os dois são protagonistas da nova onda de esquerda nos governos da América do Sul.

Castillo escreveu em sua conta no Twitter que reiterou a Lula seus "votos de felicidades pelo seu propósito [de Lula] de fortalecer a democracia, a economia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável" do Brasil. Ele também disse que o presidente eleito o convidou para sua posse, em janeiro.

Ainda nesta terça, o petista conversou com o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, e o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell. Este último foi um dos primeiros líderes mundiais a parabenizar Lula pela vitória, ainda no domingo das eleições.

Rutte, por sua vez, escreveu no Twitter que Lula é um "aliado na luta contra as mudanças climáticas, um parceiro para comércio e investimentos, e uma peça-chave no G20", grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.

Desde que foi eleito, o petista já recebeu ligações de mais de dez líderes mundiais. Os presidentes dos EUA e da França, Joe Biden e Emmanuel Macron, respectivamente, além do premiê da Alemanha, Olaf Scholz, por exemplo, conversaram com o brasileiro menos de 24 horas depois de sua eleição.

A rapidez se justifica pelos esforços da comunidade global de deslegitimar um eventual questionamento dos resultados das eleições por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL). A vitória de Lula também significa, principalmente para comunidade europeia, a possibilidade de reunificar laços enfraquecidos sob a gestão do atual presidente brasileiro.

Nesse sentido, restará simbólica uma frase de Emmanuel Macron dita a Lula: "Posso dizer que eu estava aguardando com ansiedade para que pudéssemos relançar uma parceria estratégica à altura da nossa história e dos desafios pela frente".