Lula reclama das regras fiscais: 'A gente não pode dar aumento de salário mínimo em 3%. Não está certo'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se queixou, nesta quinta-feira, do que chamou de “narrativa” para definir as despesas do governo com a área social. Ele reclamou que os investimentos em saúde, educação e até o aumento de 3% que estuda para o salário mínimo são considerados gastos.

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— Se eu compro comida é gasto, se compro para o pobre é gasto, se coloco dinheiro na saúde é gasto, na educação é gasto. A única coisa que não é tratada como gasto neste país é o dinheiro que a gente paga de juros para o sistema financeiro — afirmou Lula durante a cerimônia de posse da nova presidente da Caixa Econômica, Rita Serrano.

Lula criticou usou como exemplo de desigualdade os altos salários pagos pela Eletrobras após a privatização da empresa.

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— Daqui para frente, tudo o que a gente fizer é investimento, até aumentar salário. Por que é gasto? Se a gente faz um aumento de salário naquilo que é mais elementar, às vezes é 5%, 8%, e os caras da Eletrobras, que ganhavam R$ 60 mil por mês, passaram a ganhar mais de R$ 300 mil? Enquanto isso, a gente não pode dar aumento de salário mínimo em 3%. Não está certo. Vamos construir uma outra narrativa para esse país — afirmou.

O presidente elencou, entre as prioridades de seu governo, habitação, infraestrutura, educação, saúde e o combate à fome. Disse que vai investir, com dedicação, na educação brasileira, principalmente no ensino fundamental. Sobre saúde, Lula falou sobre a necessidade de melhorar o atendimento no sistema público de saúde na oferta de especialistas.

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— Nós vamos ter que investir muito na saúde, para garantir que as pessoas pobres tenham o direito de consultar um especialista — afirmou.

Lula destacou, ao falar do combate á fome, que o Brasil é o maior produtor de proteína animal do mundo, e mesmo assim há pessoas que catam ossos nas ruas. Disse que esse cenário decorre da "falta de vergonha na cara das pessoas que governam esse país".