Lula reedita carta aos evangélicos de 2002

O novo folheto de Lula é intitulado “É tempo de esperança, o Brasil tem jeito - o que os evangélicos realmente querem para o Brasil”. (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)
O novo folheto de Lula é intitulado “É tempo de esperança, o Brasil tem jeito - o que os evangélicos realmente querem para o Brasil”. (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeditou um panfleto chamado de Carta aos Evangélicos, estratégia utilizada pela campanha dele em 2002 para acalmar os ânimos do setor que temia a vitória petista nas eleições presidenciais daquele ano.

O novo folheto é intitulado “É tempo de esperança, o Brasil tem jeito - o que os evangélicos realmente querem para o Brasil”. A capa traz a imagem de uma mão que serve de vaso para uma planta que começa a germinar. As informações são da Folha de S.Paulo.

Segundo o pastor presbiteriano Luis Sabanay, coordenador do Núcleo de Evangélicos do PT, que conversou com o veículo, a primeira tiragem do panfleto é de um milhão de cópias, a serem distribuídas por todos os estados do País.

O material será distribuído em corredores de ônibus, estações de metrô e locais de grande circulação. O objetivo é “desmentir o discurso da ‘falsa moral’ da campanha evangélica de Bolsonaro”, disse Sabanay.

Temas fundamentais da campanha, como educação e fome, serão introduzidos no texto a partir de versículos bíblicos dos livros de Salmos, Mateus, Romanos, Eclesiastes, Gálatas, Timóteo e Provérbios.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

A defesa da família, liberdade religiosa, respeito aos mais velhos também são abordados. Segundo o veículo, sem nenhuma palavra sobre visões progressistas que horrorizam a direita conservadora, como lares que não reproduzem o arranjo tradicional, com casais formados por um homem e uma mulher, além de filhos.

Em um trecho sobre liberdade religiosa, um trecho de Gálatas (“não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros”) aborda a ideia de que é preciso refutar a política como “espaço de ódio”.

Lula e Alckmin apontam, no panfleto, a política como um “ato de amor, e não um instrumento de ódio”.