Lula sinaliza manter BC independente e faz menção breve a abertura em documento

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora tenha prometido revogar o teto de gastos e reverter a reforma trabalhista, o documento com diretrizes para o programa de governo de Lula (PT) ignorou outra mudança de caráter liberal implementada nos últimos anos, a independência do Banco Central.

Isso significa que um eventual governo do petista não pretende mexer nesse ponto, diz o economista Guilherme Mello, integrante da equipe que elaborou o documento.

"Não está no nosso radar rediscutir a independência do Banco Central", afirma Mello. Já a abertura comercial recebe apenas uma breve menção no documento, em que Lula promete novas diretrizes para o comércio exterior, a integração comercial e as parcerias internacionais.

Segundo Mello, o documento optou por priorizar temas que afetam diretamente a vida das pessoas, como inflação e aumento da pobreza. Ele acrescenta que a abertura comercial será detalhada no programa de governo propriamente dito.

"Lula foi um caixeiro-viajante em seu governo, foi o presidente que mais viajou buscando espaços comerciais. Vai haver uma estratégia muito forte de retomada da participação do Brasil no mundo", afirma.

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