Lula sugere discutir só 'pontos cruciais' em vez de fazer reforma tributária

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (28) a empresários do setor de transportes que a reforma tributária é "uma coisa muito complexa", e sugeriu que o país discuta "pontos cruciais" para satisfazer quem produz e quem consome.

"Eu não sei se a gente tem que continuar fazendo reforma tributária, que é uma coisa muito complexa. Quem sabe a gente pega os pontos cruciais e, ponto por ponto, a gente consiga fazer no Brasil um modelo de tributação que possa satisfazer a todas as pessoas, tanto a quem produz, como a quem consome", afirmou.

A declaração ocorreu durante o 5º Fórum CNT (Confederação Nacional de Transportes) de debates. Ele estava com o candidato a vice-presidente, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), e com o ex-ministro Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo da chapa.

Nesta quarta-feira (27), em entrevista ao UOL, o petista afirmou que vai voltar a fazer conferências nacionais para discutir o tema e que "todo mundo [fica] falando de reforma tributária", no entanto "ela não sai".

Nesta quinta, o ex-presidente disse que o Brasil "andou para trás" e que será preciso fazer com o país como se faz em postos de gasolina: colocar uma placa de "sob nova direção". Lula também afirmou que os empresários terão "duas pessoas na Presidência".

"Pela primeira vez na história do Brasil, vocês têm a possibilidade de ver dirigindo esse país duas das mais belas experiências de administração desse país. Uma experiência acumulada de 16 anos como gestor de São Paulo junto com a gestão de um presidente que teve o privilégio de viver o melhor momento de crescimento e inclusão social desse país."

Lula declarou ainda que, em algum momento, será preciso discutir "nessa reunião chique de empresários do sistema de transporte brasileiro" a questão dos motoristas autônomos, para que eles participem "desse processo de crescimento e enriquecimento em igualdade de condições".

Alckmin retribuiu os elogios dizendo que ele e Lula eram "bons parceiros" quando estava no governo de São Paulo e que o ex-presidente tem larga experiência e capacidade de liderança.

"No período dos oito anos do presidente Lula, o Brasil cresceu, em média, 4% ao ano na economia. Em 2010, 7,5%. E ainda teve no seu período a crise do [banco] Lehman Brothers. Cresceu 4% sem inflação, praticamente", afirmou o candidato a vice.

O ex-governador paulista também destacou um estudo que, segundo ele, coloca o estado de São Paulo como o terceiro local com maior número de rodovias duplicadas por quilômetro quadrado, atrás apenas da Alemanha e da Espanha.

Na última passagem por Brasília, há duas semanas, Lula e Alckmin estiveram na CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Na ocasião, o petista prometeu aos empresários maior mercado consumidor e disse que Alckmin será "vice de verdade".

A CNT convidou os quatro candidatos à Presidência que pontuaram melhor na pesquisa feita pela entidade: Lula, o presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e a senadora Simone Tebet (MDB).

A entidade entregou um documento com propostas para o setor. Uma delas é a de "promover ajustes na política de preços dos combustíveis, conferindo maior previsibilidade". A CNT também pediu a desoneração permanente da folha de pagamentos, além de mais privatizações e concessões.

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