Lula tem 70% de chance de vencer, diz chefe de instituto de pesquisa que menos errou

Lula teve 48,43% dos votos válidos no primeiro turno da eleição (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Lula teve 48,43% dos votos válidos no primeiro turno da eleição (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O instituto de pesquisa que apontou o resultado mais próximo dos votos para presidente da República foi o AtlasIntel. CEO da empresa, o cientista Andrei Roman, afirmou que o ex-presidente Lula (PT) é o favorito na disputa e tem 70% de probabilidade de vitória. Jair Bolsonaro (PL) tem 30%.

A pesquisa da prévia da eleição, divulgada em 1º de outubro, apontava 50,3% das intenções de voto para o petista e 41,1% para o atual presidente. A margem de erro era de um ponto percentual. No domingo (2), o resultado foi de 48,43% para Lula e 43,2% para Bolsonaro.

“Na nossa pesquisa, Lula foi superestimado em dois pontos e Bolsonaro em dois pontos e os demais estavam dentro ou perto da margem de erro. Do ponto de vista técnico, a pesquisa errou porque os resultados dos dois primeiros estavam fora da margem de erro. Mas ainda assim fomos a pesquisa que chegou mais perto”, declarou Roman, em entrevista à coluna do jornalista Guilherme Amado, no portal Metrópoles.

“Houve uma subestimação do Bolsonaro em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e isso impactou a pesquisa nacional. Isso aconteceu porque uma desmobilização do eleitorado mais moderado, que, comparecendo, teria votado mais em Lula. E simplesmente esse eleitorado não apareceu. Já o eleitorado de Bolsonaro e o lulismo mais duro foi votar. Isso sugere que pode haver uma contra-onda no segundo turno, com o eleitorado mais moderado indo votar, o que tende a ser positivo para o Lula”, explicou.

Questionado sobre o que deve acontecer se a abstenção cair na votação do 2º turno, Andrei Roman explicou que a tendência é que Lula seja beneficiado.

“Preponderantemente ajuda mais o Lula do que o Bolsonaro, porque o eleitorado do Bolsonaro é mais mobilizado do que o do Lula. Se esse eleitor sair de casa no segundo turno, tende a votar mais no Lula do que no Bolsonaro”, disse.