Lula terá o papel que quiser no governo, diz Gleisi a jornal

AP Photo/Andre Penner

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse ter certeza de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba, será solto assim que o novo presidente for eleito.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, Gleisi diz que o líder petista terá papel “preponderante” num eventual governo Haddad, nome escolhido pelo partido para substituir Lula, barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na disputa pelo Palácio do Planalto.

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A senadora acredita que Haddad disputará o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL) e nega ter conversado com Ciro Gomes (PDT) para uma eventual aliança nessa etapa.

Questionada se Haddad, caso eleito, trabalharia por indulto a Lula, Gleisi disse que o petista não precisa de um indulto.  “O presidente Lula precisa de justiça, de um julgamento justo. Vamos trabalhar para que isso aconteça e ele seja liberado o mais rápido possível”, afirmou na entrevista, dizendo ainda estar certa de que Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, só foi preso para não participar das eleições.

A petista disse ainda que dependerá da vontade de Lula uma eventual participação formal no governo.

Sobre tornar Haddad mais conhecido, Gleisi diz que isso já está acontecendo, devido à identificação com Lula. “Haddad tem sido um leal defensor do presidente, do seu legado, um representante dele mesmo nessa corrida. Portanto, isso já está acontecendo”, explicou.

Sobre um possível embate do PT com Bolsonaro, a senadora afirma que o partido não pretende atacar ninguém. “O Bolsonaro é um candidato com quem nós vamos disputar nas ideias e nas propostas. Quem oferece mais saídas ao povo brasileiro? É quem oferece um cesto de armas ou um cesto de oportunidades?”, questiona.

Sobre um eventual apoio de Marina no segundo turno, ela nega conversas e critica a candidata da Rede. “Não acredito que ela queira nos apoiar. Porque a postura dela em relação ao Lula foi muito ruim, de dizer que Lula era culpado na entrevista que deu no ‘Jornal Nacional’. Foi muito ruim”.