Lula quer transição de governo efetiva: 'Em janeiro locomotiva tem que estar andando'

Cumprindo agenda na COP27, realizada no Egito, Lula já pensa no retorno ao Brasil para avançar com transição de governo - Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Cumprindo agenda na COP27, realizada no Egito, Lula já pensa no retorno ao Brasil para avançar com transição de governo - Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Em discurso durante encontro com integrantes de movimentos sociais e da sociedade civil na COP27, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, após a sua posse, em janeiro, "a locomotiva já tem que estar andando".

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (17) na agenda que ocorreu na cidade de Sharm El-Sheikh, no Egito, cidade sede este ano da 27ª Conferência do clima da Organização das Nações Unidas, a COP27.

"Quando eu voltar ao Brasil, vamos voltar a conversar para que a gente não perca tempo. Dezembro a gente toma posse e, em janeiro, a locomotiva já tem que estar andando para que a gente possa reconstruir o mais rápido possível", disse o petista.

Lula, também voltou a fazer sinalizações ao agronegócio e disse que "o Estado não pode só proibir".

"Nós precisamos dizer como fazer as coisas da forma certa", afirmou o presidente eleito.

Ele ainda citou a necessidade de recuperar áreas degradadas.

"Eu não quero que gostem de mim, eu só quero que me respeitem. [...] Não é necessário derrubar uma árvore para plantar coisas novas. Temos milhares de hectares degradados que podem ser recuperados", completou.

No mesmo discurso, Lula destacou quais serão suas prioridades e aproveitou para fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi derrotado por ele no segundo das eleições presidenciais, em outubro.

"O problema da violência na periferia é a ausência do Estado. O Estado tem que estar presente com Educação, Saúde, tem que estar presente no cotidiano da sociedade. Mas não pensem que vão ficar numa boa só cobrando, não. Vocês vão ter que ajudar a fazer", disse o petista.

O presidente eleito também citou a necessidade de governar ao invés de revidar os ataques bolsonaristas.

"Nós derrotamos o Bolsonaro, mas o bolsonarismo continua aí. Vocês estão vendo aí como eles atacam as tribos indígenas, a violência com que eles atacam. Se a gente ficar brigando e não governar, a gente vai perder a razão por que fomos eleitos", disse Lula.