Lula vê 'extrema direita fanática' como 'novo monstro' a ser combatido no mundo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quinta-feira (19) que o "novo monstro" da "extrema direita fanática" precisa ser combatido e derrotado não só no Brasil, mas no mundo todo.

"A ascensão de uma extrema direita fanática, raivosa, que odeia tudo que não pensa assim, é um novo monstro que devemos enfrentar e derrubar", afirmou Lula durante uma cerimônia com reitores de universidades no Palácio do Planalto, sede do Executivo, em Brasília.

"Mas não se trata apenas do Brasil", opinou o petista, que em outubro derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, frustrando sua reeleição.

Lula, 77 anos, garantiu que nunca havia visto um "Brasil tomado por tanto ódio". Para ele, isso é resultado da negação da política.

O presidente comparou o impacto do governo Bolsonaro (2019-2022), cujo nome evitou mencionar inicialmente em seu discurso, com o do ex-presidente Donald Trump (2017-2021) nos Estados Unidos. Também citou países que viram uma ascensão da extrema direita nos últimos anos, como Hungria e Itália.

"Embora tenhamos derrotado Bolsonaro, devemos derrotar o ódio, a mentira, a desinformação, os fanáticos, para que essa sociedade volte a ser civilizada", continuou.

Em 8 de janeiro, uma semana depois da volta de Lula ao poder, milhares de simpatizantes de Bolsonaro invadiram violentamente e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Mais de 2 mil pessoas foram presas desde então, das quais 1.382 permanecem detidas.

Na quarta-feira à noite, Lula revelou que receberá o chanceler alemão, Olaf Scholz, em 30 de janeiro para falar sobre como lidar com a extrema direita, tema que também abordará com o presidente americano, Joe Biden, em Washington em fevereiro.

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