Lula vê intolerância e ódio em assassinato de apoiador por bolsonarista em MT

*ARQUIVO* Rio de Janeiro, RJ - 08/09.2022.  Lula participa de ato na baixada Fluminense com Marcelo Freixo, André Ceciliano e outros candidatos da coligação- (Foto Marlene Bergamo / Folhapress)
*ARQUIVO* Rio de Janeiro, RJ - 08/09.2022. Lula participa de ato na baixada Fluminense com Marcelo Freixo, André Ceciliano e outros candidatos da coligação- (Foto Marlene Bergamo / Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira (9) que a intolerância tirou mais uma vida, ao se referir ao crime ocorrido um dia antes em Mato Grosso.

"É com muita tristeza que soube da notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, na zona Rural de Confresa. A intolerância tirou mais uma vida. O Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país. Meus sentimentos à família e amigos de Benedito."

Um homem que defendia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi morto nesta quinta (8) por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma discussão em Confresa (a 1.160 km de Cuiabá).

Autor do crime, Rafael de Oliveira, 24, passou por audiência de custódia, e a Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva. Ele confessou, segundo a polícia, ter matado a facadas o colega de trabalho Benedito Cardoso dos Santos, 44, depois de uma discussão política.

De acordo com a polícia, o autor tentou decapitar a vítima e, após o crime, ainda filmou o corpo.

O assassinato ocorreu na madrugada em uma fábrica de cerâmica localizada na zona rural do município de 32 mil habitantes. A decisão da prisão preventiva foi assinada pelo juiz Carlos Eduardo Pinho Bezerra de Menezes e divulgada em audiência de custódia na tarde desta quinta-feira.

Na decisão, o magistrado afirma haver, com base nos depoimentos dos policiais que realizaram a prisão e na confissão de Oliveira, "prova da materialidade e indícios suficientes" da autoria do crime.

O juiz ainda classificou o ocorrido de "reprovável" e citou que a intolerância poderá regredir a sociedade aos tempos da barbárie. "Lado outro, verifica-se que a liberdade de manifestação do pensamento, seja ela político-partidária, religiosa, ou outra, é uma garantia fundamental irrenunciável", afirmou.