Lula vence em Austrália e Nova Zelândia, Bolsonaro no Japão; veja eleição presidencial no exterior

Neste domingo de segundo turno nas eleições presidenciais no Brasil, os primeiros boletins de urna começam a ser divulgados em zonas eleitorais do outro lado do mundo. Até agora, o ex-presidente Lula (PT) levou a melhor na Austrália, Coreia do Sul e China. O petista também já havia vencido na Nova Zelândia. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o mais votado no Japão. Em Portugal, o destaque é para o tamanho das filas.

Primeiro país a concluir a votação para presidente no segundo turno, por causa do fuso horário, a Nova Zelândia deu "vitória" a Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 553 votos válidos em Wellington, 389 foram para o candidato do PT, que obteve, assim, 70,3% dos votos válidos, sem considerar votos brancos e nulos. Jair Bolsonaro (PL) conquistou 164 votos na cidade, ou 29,7% do total de votos. Outros 16 brasileiros votaram em branco ou anularam o voto.

Porém, os dados oficiais só serão divulgados ao fim da eleição em todo país pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir das 17 horas deste domingo, no fuso horário de Brasília. Os números da Nova Zelândia foram coletados por brasileiros que compartilharam o resultado dos boletins de urnas, que são afixados no local de votação, por exigência legal.

Milhares de brasileiros voltaram às urnas e já encontram longas filas neste domingo em Portugal, para votarem no segundo turno das eleições presidenciais. Somente na capital portuguesa, 45.273 cidadãos estão aptos a votar em Lisboa, um aumento de mais de 113% em relação a 2018.

Nas redes sociais, eleitores registraram grande número de pessoas, mas até o momento, não houve registros de tumultos durante as primeiras horas da manhã. Uma brasileira, pelo Twitter, relata que apesar do grande fluxo, o andamento da fila está "rápido". Outro brasileiro disse que a "fila para votar em Lisboa está quase três vezes maior do que estava nessa mesma hora no primeiro turno!"

As imagens mostram o registro de eleitores concentrados em frente ao local único de votação na capital portuguesa, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Lisboa é, individualmente, o maior colégio eleitoral no exterior, com cerca de 45 mil votantes. Porto, o 6º, tem aproximadamente 30 mil e Faro soma 5,5 mil.