Lula volta a discutir entrada do Brasil na OCDE

Presidente se reuniu com chanceler alemão, Olaf Scholz, na última segunda-feira (30) em Brasília

Lula se encontrou com o chanceler alemão Olaf Scholz na última segunda-feira (30) em Brasília; tema da entrada do Brasil na OCDE foi discutido (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Lula se encontrou com o chanceler alemão Olaf Scholz na última segunda-feira (30) em Brasília; tema da entrada do Brasil na OCDE foi discutido (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Lula quer saber qual papel um país como o Brasil terá na OCDE;

  • Presidente se reuniu com chanceler alemão, Olaf Scholz, na última segunda-feira (30) em Brasília;

  • Reunião também contou com presença da ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

O tema da entrada do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) voltou a ser discutido por Lula (PT). Durante encontro com o chanceler alemão, Olaf Scholz, o presidente brasileiro afirmou que pretende seguir com os procedimentos de ingresso na organização, mas é preciso definir qual será o papel do Brasil na entidade.

"Primeiro, o Brasil é um país que tem vocação de participar de organizações multilaterais. O Brasil tem interesse em participar da OCDE, mas queremos saber qual será o papel do Brasil na organização. Nós temos que discutir", disse Luiz Inácio Lula da Silva. "Estamos dispostos a discutir outra vez e saber quais são as condições de uma entrada de um país do tamanho do Brasil na OCDE".

A entrada do Brasil na OCDE foi iniciada durante o governo Bolsonaro por meio do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. Atualmente, a organização conta com 38 países membros, a maioria europeus, que juntos compõem 61% do PIB mundial.

O ingresso no organismo poderia garantir ao Brasil melhores acordos comerciais e conseguir melhores taxas de juros junto a investidores internacionais. Por outro lado, para entrar na entidade o país precisa relegar parte de sua autonomia monetária, uma vez que é preciso seguir orientações do grupo quanto ao nível de interferência do Estado na economia. Dentre os requisitos estão limites nas taxas de juros e câmbio.

Lula teve um encontro de uma hora e meia com Scholz junto a outros líderes do governo, como a ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Após, ambos participaram de uma coletiva de imprensa em que foi tocado também a crise vivida pelo povo Yanomami.

Lula responsabilizou o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL) pelas mortes sofridas pelo povo indígena e que irá se esforçar para acabar com o descaso contra os povos originários. Lula afirmou também que iria acabar com o garimpo ilegal.