Lula X Bolsonaro: acompanhe a votação no exterior e relembre como foi no 1° turno

Brasileiros ao redor do mundo já começaram a ir às urnas para escolher quem vai governar o país de origem pelos próximos quatro anos. Ao todo, há eleitores em 181 cidades estrangeiras. Por conta do fuso horário adiantado , quem tem domicílio eleitoral na Nova Zelândia e na Austrália, na Oceania, por exemplo, vota entre 14 e 16 horas antes no segundo turno das eleições de 2022 disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

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A Austrália abre as 22 seções eleitorais para os 15.390 eleitores aptos a participarem da votação. Depois, a escolha dos candidatos começa no Japão, onde há 104 locais de votação e 76.570 brasileiros com direito ao voto. Ao todo, 697 mil cidadãos poderão votar fora do Brasil este ano.

Felipe Rebouças, estudante na Austrália, chegou à seção eleitoral em Sydney às 8h15 do horário local e demorou cerca de 20 minutos para votar. “Foi bem tranquilo e rápido. Vi algumas pessoas vestindo camisas da seleção brasileira e com toalhas do Lula. Parecia um ambiente de votação do Brasil transportado para cá”, contou.

Coréia do Sul, Filipinas e Indonésia também estão entre os os primeiros locais a abrirem as urnas eletrônicas, por estarem situados no continente asiático. Em contrapartida, o último país a iniciar a votação será os Estados Unidos.

Rússia x Ucrânia

A votação na Europa começará pela Rússia. Os eleitores aptos a votar deverão comparecer na Embaixada do Brasil em Moscou, entre 8h e 17h, no horário local. A seção eleitoral da Ucrânia, por sua vez, não funcionará por causa da invasão russa.

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"Informamos que conforme determinação do Edital 56 do TRE-DF, os eleitores cadastrados para votar na Ucrânia estão dispensados da obrigatoriedade de votação em 2022. Desse modo, não haverá votação na Embaixada em Kiev nos dias 2 e 30/10", diz nota publicada no site do Itamaraty.

Europa

O Ministério das Relações Exteriores tem orientado os eleitores brasileiros na Europa sobre o fim do horário de verão no continente, neste domingo. Com isso, os relógios devem ser atrasados em uma hora. A votação ocorrerá, novamente, de 8h às 17h.

Na Itália, os brasileiros poderão votar nas cidades de Milão e Roma, entre 4h e 13h no horário de Brasília. Na Alemanha há três colégios eleitorais: Berlim, Frankfurt e Munique, também das 4h e 13h no horário de Brasília.

Paris tem o único colégio eleitoral da França, onde 22.629 brasileiros estão aptos a votar. O pleito ocorre das 8h às 17h no horário local (das 4h e 13h no horário de Brasília). Na Espanha, a votação ocorrerá em Madri e Barcelona, no mesmo horário.

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Em Portugal, três cidades vão receber os eleitores brasileiros: Faro, Porto e Lisboa. A capital portuguesa é o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, com 45.273 pessoas aptas a participar da eleição neste domingo.

Últimos a votar

Os último países a iniciarem a votação serão os Estados Unidos e o Canadá. Especificamente os colégios eleitorais das cidades americanas de Los Angeles e São Francisco, além da canadense Vancouver. Nessas três cidades o pleito acaba às 21h no horário de Brasília.

Nos EUA as eleições também acontecem nas cidades Atlanta, Boston, Chicago, Hartford, Houston, Miami, Nova York, Orlando, Washington e Orlando. E no Canadá também há colégios eleitorais em Montreal, Ottawa e Toronto.

Resultados

Apesar de os boletins de urna estrangeiros ficarem disponíveis antes, a divulgação oficial dos resultados será feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só a partir das 17h de Brasília, quando a votação for encerrada em todos os estados.

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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, há 4,4 milhões de brasileiros vivendo no exterior. Desse total, 697.084 pessoas são eleitores aptos a votar. Haverá votação em 159 cidades de 97 países. Ao todo, serão usadas 989 urnas eletrônicas nesses locais e 29 urnas de lona - essas últimas destinadas aos locais onde há apenas entre 30 e 99 eleitores aptos.

EUA, Portugal e Japão são os países com maior número de eleitores com, respectivamente, 182.987, 80.896 e 76.570 brasileiros aptos a votar.

Veja como foi no primeiro turno

No primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, teve 47,2% dos votos totais depositados fora do Brasil. Já o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), foi votado por 41,6% dos eleitores. Veja onde cada candidato ganhou.

Na América Latina, região em que o ex-presidente tem forte influência, a tendência se repetiu. Em Buenos Aires, na Argentina, foram 64,68% dos votos favoráveis. Em Bogotá, na Colômbia, Lula chegou a 52,82%. Já em Santiago, no Chile, o número chegou a 44,86%.

Mesmo em países comandados por nomes conservadores e alinhados a Bolsonaro (PL), como Polônia e Hungria, o candidato do PT ficou à frente. Em Varsóvia, capital polonesa, Lula teve 68,49% dos votos, contra 17,68% recebidos por Bolsonaro. Em em Budapeste, capital húngara, o ex-presidente teve 80,89% dos votos e o atual titular do Palácio da Alvorada, 11,86%.

Na Nicarágua, referenciada por Bolsonaro como ditadura de esquerda ao traçar relações de Lula com o presidente do país, Daniel Ortega, o presidente teve 40,51% dos votos, apenas três pontos percentuais abaixo do obtido pelo petista, de 43,04%. O mesmo cenário foi observado no México, governado pelo presidente esquerdista André Manuel Lópes Obrador, Lula ficou à frente com 44,20% dos votos, mas apenas dois pontos acima de Bolsonaro, que pontuou 42,84%.