Ataque turco contra hospital mata 16 civis na cidade síria de Afrin

Cairo, 16 mar (EFE).- Pelo menos 16 civis, entre eles duas mulheres grávidas, morreram nesta sexta-feira em decorrência de bombardeios turcos contra o único hospital da cidade síria de Afrín, situada no noroeste da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A fonte afirmou que aviões turcos lançaram bombardeios contra a cidade de Afrin, enquanto milhares de civis continuam fugindo das incursões aéreas.

Segundo o Observatório, o número de mortos pode aumentar pela gravidade dos ferimentos das vítimas.

No meio dos bombardeios, o Observatório indicou que 35.000 pessoas fugiram nas últimas 48 horas do enclave curdo-sírio de Afrin, que é alvo de uma ofensiva da Turquia, em direção a áreas sob o controle das forças governamentais sírias.

Os deslocados chegaram aos povoados de Nubul e Al Zahra, perto de Afrin e situados também na província síria de Aleppo.

Por sua parte, forças turcas e facções rebeldes sírios pró-Turquia continuaram seu avanço pela região de Afrin e se aproximaram da cidade de Mabatali, cujos habitantes são majoritariamente curdos alauitas, credo professado pelo presidente sírio, Bashar al Assad.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assegurou ontem que continuará com a operação militar, lançada no último dia 20 de janeiro sob o nome "Ramo de Oliveira", até dominar todo o enclave de Afrin, apesar de o Parlamento Europeu ter aprovado uma moção não vinculativa que pede a Ancara para retirar as suas tropas.

A região de Afrin, no noroeste de Aleppo, estava em poder da milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG), que perdeu terreno desde o começo da operação turca.

O governo turco considera as YPG terroristas por seus vínculos com a guerrilha curda presente em seu território, o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). EFE