Lutador de MMA diz ter superado o rival mais difícil da vida

CLAUDINEI QUEIROZ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quando se fala em coronavírus, todos sabem que é preciso dar atenção aos grupos de risco, formado por idosos e pacientes com comorbidades. Mas ninguém pode se descuidar. Quem sabe bem disso é o lutador Sergio Moraes, de 37 anos, tetracampeão mundial de jiu-jítsu e vice-campeão do reality "The Ultimate Fighter Brasil 1", em 2012.

Morador de Curitiba (PR), ele veio para São Paulo no início da quarentena para cuidar dos pais, mas foi contaminado com a Covid-19 e acabou sendo cuidado por eles.

"Foram 16 dias bem difíceis, com febre variando entre 38ºC e 40ºC. Um dia cheguei a tomar três comprimidos de dipirona seguidos para baixar a febre. Mas é só passar o efeito que volta tudo de novo", lembra o ex-lutador do UFC, que agradece ao médico e amigo Felipe Carnevale, que foi até sua casa e o ajudou no processo de recuperação.

Um dos remédios que ele tomou foi a cloroquina, mas não tem boas lembranças dela. "Quando comecei a tomar a cloroquina, fiquei dois dias sem tomar água nem comer. Mexe com tudo e a gente fica muito fraco", diz.

Durante o auge da crise, Serginho conta que chegou a pensar em desistir, mas seu espírito de guerreiro acabou falando mais alto.

"Eu não aguentava mais. Se soubesse onde era o botão de desligar, teria desligado. Mas o importante foi conhecer o meu corpo, meu limite. Isso foi fundamental na recuperação", comenta.

Após ter-se recuperado, ele foi atrás para tentar descobrir como havia sido contaminado. Mas não chegou a uma conclusão. "Liguei para meus amigos, para todo mundo com quem tive contato, e ninguém estava com o vírus. Como eu tomei a vacina contra a gripe em Curitiba, ela deve ter diminuído minha imunidade e acabei pegando no caminho para São Paulo", diz.