Lygia Clark: duas exposições celebram uma artista que não teve medo de experimentar

·2 minuto de leitura

RIO — A mineira Lygia Clark nasceu em 23 de outubro de 1920 e se tornou umas das mais conceituadas artistas plásticas do século XX. Ela completaria 100 anos em 2020, mas ainda é tempo de celebrar seu centenário de nascimento. Duas mostras reverenciam sua criatividade.

A Pinakotheke Cultural (Rua São Clemente 300, em Botafogo) abre dia 23 a exposição “Lygia Clark (1920-1988) 100 anos”. Até 9 de outubro, o público poderá ver cerca de cem obras da artista, entre pinturas, desenhos, gravuras, fotografias, documentos, objetos, bichos, trepantes, obra mole e casulo. A grande maioria é inédita em mostras no país.

Obedecendo a uma ordem cronológica, a exposição, com curadoria de Max Perlingeiro, é dividida em 17 etapas que cobrem a trajetória da artista. Para cada segmento, o espectador poderá seguir textos de parede escritos pelo crítico Paulo Herkenhoff que auxiliam a compreensão e refletem a evolução do pensamento da artista e de suas criações.

A exposição conta ainda com o ensaio fotográfico feito por Alécio de Andrade (1938-2003) da performance “Arquiteturas biológicas II”, que Lygia Clark criou em 1969 no Hôtel d'Aumont, em Paris. Está prevista também a realização de debates virtuais em torno da vida e da obra de Lygia, que serão transmitidos no canal de YouTube da Pinakotheke.

A outra homenagem à artista permanece em cartaz até 10 de setembro nas mídias digitais (Facebook e Instagram) do Espaço Zagut, que fica no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana. A exposição “Símbolo da empatia” reúne obras de 125 artistas inspiradas nos conceitos e ensinamentos de Lygia.

Com organização de Isabela Simões e Augusto Herkenhoff, a mostra faz uma reflexão sobre a artista premiada em vida com mostras importantes, em eventos como a Bienal de Veneza.

Pinturas, gravuras, desenhos e fotogravuras são assinados por nomes como Jose Rocha, Roberto Negri, Adrianne Schreiner, Cecília Ribas, Valesca Veiga, Rose Aguiar, Cissa Jorge, Ana Luiza Mello, Ana Morche e Carmem Bello.

— Um dos motivos principais da exposição é a comemoração do centenário do nascimento de Lygia Clark, que foi uma grande inovadora nas artes, tanto com o movimento neoconcreto como utilizando a arte como forma terapêutica, ligando com a saúde — explica Isabela.

* Estagiário, sob a supervisão de Milton Calmon Fillho

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos