Mário Frias comete erro de português em publicação de Eduardo Bolsonaro nas redes; internautas não perdoam

Julia Noia
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O secretário especial de Cultura, Mário Frias, cometeu um erro de português em uma rede social, nesta segunda-feira, e foi alvo de críticas por internautas e figuras públicas. Em resposta a uma publicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre a Lei Rouanet, no Instagram, Frias comentou: “Vamos trabalhar incansavelmente para que todos os brasileiros tenham assesso a Cultura”. Logo em seguida, o erro de ortografia em “acesso” foi corrigido, mas o secretário esqueceu de colocar a crase na expressão “acesso a Cultura”.

Após a publicação, políticos de diversas posições políticas comentaram o erro nas redes. No Twitter, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) disse que a grafia diferente é decorrente da proximidade do secretário com o filho “03” do presidente, que não se preocupa com a Cultura. Diante disso, fez uma brincadeira ao afirmar que “assesso”, “aceço” ou “açeço” é apenas um detalhe, diante da proximidade com o bolsonarismo. Em resposta, Frias lamentou que o deputado tenha passado de ator de novelas a “bobo da corte”.

Já o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) comentou que Frias deveria, primeiro, ter acesso a um dicionário e associou a grafia errada da palavra “acesso” à fidelidade ao bolsonarismo. A deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP) seguiu o colega de legenda e lamentou que Mário Frias seja secretário de Cultura

Essa não é a primeira vez que integrantes da equipe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cometem erros de português e, depois, voltam atrás. Em janeiro de 2020, o então ministro da Educação Abraham Weintraub fez um comentário, também em resposta ao deputado Eduardo Bolsonaro, em publicação sobre pesquisas de órgãos oficiais sobre armas de fogo, e comentou: "Mais imprecionante: Não havia a área de pesquisa em Segurança Pública". A publicação foi apagada logo em seguida.

Um mês depois, voltou a cometer erros gramaticais nas redes sociais. Em publicação no Twitter feita em fevereiro de 2020, escreveu: "Aonde está a pompa e a liturgia do cargo?". O correto, segundo a norma padrão, seria "Onde está a pompa e a liturgia do cargo?".