Mário Frias disse em entrevista antiga que toda expressão cultural é importante: do funk a Renato Russo

Naiara Andrade

Aos 48 anos, Mario Frias iniciou sua trajetória artística nos anos 90 com o papel de protagonista em "Malhação". O ator e apresentador, que aceitou ser o novo secretário da Cultura do governo Bolsonaro, voltou à Globo para uma rápida participação em "Verão 90", em 2019. Na trama, ele contracenou com Nivea Stelmann, com quem tem um filho, fruto de um relacionamento no início dos anos 2000. Na época, o ator comentou sobre suas lembranças daquela década:

- Nos anos 90 eu entrei na Globo, em 1996. Foi meu primeiro trabalho como ator. A gente era sobrevivente dos anos 80 em termos de música. Os esportes de ação, o surfe e o skate cresceram. A comida saudável, a sustentabilidade, se falava muito. Os grandes festivais de rock como Rock in Rio, Hollywood Rock, Abril Pro Rock. Foi um decênio muito forte artisticamente. Teve a explosão do Nirvana. Foi quente, corrido, muita produção.

Para o ator, é interessante trazer de volta à TV as manifestações culturais do passado. Frias ainda afirmou que é importante todo tipo de expressão cultural, do funk a Renato Russo.

- Um povo sem passado não tem futuro. A gente tem que celebrar, que é diferente de cultuar. Tem que lembrar como material impulsionador. Renato Russo e funk, por exemplo, são manifestações artísticas diferentes, mas são importantes para suas épocas da mesma forma.

O artista foi convidado oficialmente para fazer parte da Secretaria de Cultura na quarta-feira, após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que a atriz Regina Duarte será transferida para São Paulo, onde ficará responsável pela Cinemateca. Esse mês, Mario disse em entrevista à CNN Brasil que receberia o convite para estar no governo com entusiasmo