De máscara, Bolsonaro sanciona projeto que autoriza governo a assumir risco por efeitos adversos de vacinas

Daniel Gullino, Jussara Soares e Julia Lindner
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Em cerimônia para sanção de propostas que facilitam e aceleram a compra de vacinas contra a Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, ministros e auxiliares mudaram a postura e adotaram o uso de máscara e o distanciamento social no Palácio do Planalto. A atitude marca um novo movimento do chefe do Executivo para tentar aplacar o desgaste que se acentua à medida que aumentam o número de mortes por coravírus.

Em discurso, Bolsonaro afirmou que "o Brasil está fazendo o seu trabalho e o governo está fazendo a sua parte". Em seguida, ele defendeu a vacinação e destacou que a sua mãe, Olinda, recebeu as duas doses do imunizante CoranaVac. O presidente, que já criticou a "vacina chinesa" no passado, tentou alegar que ela havia recebido dose da vacina de Oxford durante uma transmissão nas redes sociais.

Bolsonaro não falou contra o isolamento, evitou as críticas que sempre fez ao lockdown, mas voltou a defender o tratamento precoce contra a doença.

No mesmo evento, o diretor-presidente da Anvida, Antonio Barra Torres, que no início da pandemia chegou a participar de manifestações ao lado de Bolsonaro, recomendou nesta quarta-feira que as pessoas adotem medidas de isolamento para conter a propagação da doença.

- Durante muito tempo, ainda teremos de lançar mão das medidas que estão hoje ao nosso alcance (...) Use máscara, faça o isolamento social e tenha uma boa higiene - declarou.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que as vacinas resultam em "tranquilidade para o povo". Ele também enalteceu a produção de vacinas de instituições como a FioCruz e o Butantan - o último responsável pela CoronaVac.